A Temperança

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Bom dia! :-)

Segundo a minha estatística (lá vem ela...rs), esta é a terceira vez que a Temperança aparece por aqui este ano. Se levarmos em conta que estamos no final do ano, podemos concluir que 2013 foi um ano de pouca harmonia e paciência, concordam comigo? No entanto, podemos pegar um outro viés nessa interpretação.

Se pensarmos que a Temperança sempre aparece quando somos chamados a ser pacientes, quando há uma necessidade de dizer "caaaalma!", o fato desta carta não ter quase aparecido por aqui pode ser sinal de que fomos pacientes até demais! Calmos, tolerantes, equilibrados.

Será que fomos tudo isso? Hmmmm...rs

Bem, fato é que hoje é quarta-feira, dia de regência mercuriana, quando nosso foco maior é a comunicação. E com a energia da Temperança vibrando, podemos pensar em contatos muito especiais, conversas equilibradas, palavras curativas, bandeira da paz para quem estava em conflito.

A associação direta entre a Temperança e a cura é muito forte! Eu diria que este é o Arcano Maior mais associado à cura, da forma mais ampla. Claro, vocês já sabem que quando eu falo "cura" não estou me referindo a uma gripe que vai embora, né? Estou me referindo a um processo de harmonização geral, envolvendo corpo, emoções, pensamentos, energia, parte espiritual... Assim é a Temperança: ela coloca tudo em um estado de equilíbrio.

Por que falamos sempre de calma e paciência e o que isso tem a ver com cura?

Isso é um bom tema! E estou vivendo isso neste momento. Eu não sou uma criatura que recebeu a paciência "de fábrica"...rs Paciência é um dom que venho conquistando, cada vez mais, com muito esforço, disciplina e amor no coração! :-) Já passei por situações que, se eu fosse como era há 20 anos, teria dado um verdadeiro chilique! Mas hoje eu ouço, leio, observo, respiro fundo e administro tudo com o maior equilíbrio, a maior suavidade possível.

Ouço com frequência pessoas alegando "ah, mas eu não tenho sangue de barata!" Uai, e eu tenho? rs Basta perguntar para os meus pais como é o meu gênio original, antes desses anos todos de trabalho interior. Eu era do tipo que ficava indignada com facilidade, batia porta, jogava coisas longe, batia boca, chorava, era a criatura rebelde de plantão, me sentia a justiceira das galáxias...rs Juro, gente! Eu era assim mesmo e não tenho orgulho disso! rs Mas eu sinto que tem muita gente boa por aí que acha que se não der uns gritos quando é contrariada está tendo "sangue de barata".

É bonito ver frases feitas do Facebook: quem perdoa primeiro é que é mais forte... Mas na hora de agir assim, ninguém quer abrir mão de dar a última palavra, de impor sua opinião. Vivemos em um mundo de muita opinião e pouca sabedoria, se vocês querem saber! Então, conforme fui percebendo isso, passei a dar menos a minha opinião (ou dá-la somente a quem pede ou gosta de ouvi-la) e ficar mais quieta quando alguém começa a me questionar e vem despejar a sua bagagem de conceitos na minha cabeça. Não discuto mais por isso! Só não quero que venha interferir na minha vida e nas minhas escolhas, porque isso, a Constituição Universal ainda me permite, o tal do livre arbítrio.

A Temperança chega por aqui hoje para nos mostrar que muitas vezes a comunicação mais perfeita pode ser um silêncio... que muitas vezes é na palavra que acalmamos o outro... que é na palavra que criamos nosso próprio mundo, magicamente! A Temperança é também uma carta de alquimia e o convite é para trabalharmos o nosso interior para alcançar o ouro alquímico.

Ótima quarta-feira para todos nós! :-)

A imagem veio daqui

4 comentários:

ivanamossmann disse...

Bom dia Via...
Parece q estavas m descrevendo:
Gritar, quebrar, bater, sair em defesa segundo o q eu pensava ser certo, rsrsrs, nossa...
Agradeço imensamente o Reiki ter iniciado modificações q juntamente aos aprendizados com pessoas feito vcs daki fui tendo.
Sei q o aprender é eterno. tenho muito ainda q (melhorar) mas esse poukinho q já aconteceu está fazendo a diferença em minha caminhada e na dos q comigo convivem...
É isso vivendo e aprendendo tentando mudar para melhorar q tenhamos essa capacidade hj e sempre, abraços!

Fernando Augusto disse...

Há uma magia muito especial neste arcano pois nele realiza-se o encontro de forças paradoxais, contrárias, opostas. Ele possui a magia da união, da harmonia e o dom da comunicação entre a matéria e o espírito, entre a Terra e o Céu.

Este arcano se coaduna perfeitamente com o regente do dia, Mercúrio, e traz todo o poder de comunicação para a realização de acordos, encontros de interesses, soluções para situações aparentemente inconciliáveis.

Aqui temos a inteligência ativada de uma tal maneira que somos capazes de conduzir com maestria diplomática as situações mais tensas.

O astral encontra-se tenso, com muitos aspectos sob a forma de quadratura e oposição. São aspectos de crescimento e desafiantes. Neles se encontram grandes oportunidades se soubermos conduzir nossas mentes com calma. Num momento de tensão aquele que consegue manter a serenidade percebe a solução que os envolvidos no problema não percebem.

A melhor maneira de ganhar uma batalha é pela inteligência. Para tal é preciso conhecer bem a si mesmo e ao adversário. A palavra deve fluir com calma, precisão, objetividade, firmeza e de forma impessoal.

A própria evolução das espécies dá-se hoje por cooperação mais do que por competição. Vence a batalha da vida aquele que se une, coopera e entra em simbiose.

Tal como na reportagem de uma revista científica que apresento a seguir:

Fernando Augusto disse...

A evolução não favorece às pessoas egoístas, segundo uma nova pesquisa realizada por cientistas americanos. O resultado contraria uma teoria anterior que sugeria ser melhor tomar decisões favorecendo a si mesmo. Ao contrário disso, o novo estudo afirma que ser cooperativo traz vantagens sobre o egoísmo.

Divulgado pela publicação científica Nature Communications, o estudo concluiu que se todos preferissem exercer ações egoístas os seres humanos poderiam ter sido extintos.

Para conduzir a pesquisa, os cientistas usaram uma teoria que envolve a simulação de situações de conflito ou de cooperação. Ela também permite desvendar estratégias de tomadas de decisão complexas e estabelecer porque certos tipos de comportamento surgem entre os indivíduos.

Dilema do prisoneiro

O estudo, realizado por uma equipe da Michigan State University, nos Estados Unidos, usou como modelo o chamado “jogo do dilema do prisioneiro”, onde dois suspeitos são interrogados em celas separadas e devem decidir se delatam um ao outro ou se preferem se calar.

Nesse modelo, um acordo de liberdade é oferecido a cada prisioneiro se eles decidirem denunciar o outro.

A liberdade só é alcançada por aquele que denuncia, desde que o outro oponente decida ficar calado, o que leva este último a ser punido com seis meses de prisão.

Se ambos os prisioneiros denunciam um ao outro, os dois pegam três meses de prisão – delação.No caso dos dois decidirem ficar em silêncio juntos – cooperação – eles ficariam apenas um mês na prisão.

O importante teórico matemático John Nash demonstrou, nesse modelo, que a tendência mais observada era a de não cooperar.

“Pode-se pensar que a seleção natural poderia favorecer indivíduos que são exploradores e egoístas, mas, na verdade, nós sabemos agora, depois de décadas de pesquisa, que essa é uma visão simplista das coisas”

Christoph Adami, responsável pela pesquisa

“Por muitos anos, as pessoas se questionaram se Nash estava certo. Por exemplo: por que vemos cooperação no reino animal, no mundo dos micróbios e até mesmo dos humanos?”, diz o autor da pesquisa, Christoph Adami, daMichigan State University, que começou a questionar o conceito de Nash.”

Fernando Augusto disse...



A resposta

A resposta, afirma Adami, é de que a comunicação entre os indíviduos do “jogo do dilema do prisioneiro” nunca havia sido levada em consideração.

“A teoria parte do pressuposto de que os dois prisioneiros interrogados não podem falar entre si. Caso isso acontecesse, eles fariam um pacto e ganhariam a liberdade em um mês. Mas, proibidos de conversar, a tentação é de que haja uma delação, de um ou de outro”, diz o cientista.

“Agir de má fé pode dar uma vantagem competitiva a curto prazo mas certamente não a longo prazo. E, inevitavelmente, levaria à extinção da nossa espécie”.

Essas últimas descobertas contradizem um estudo realizado em 2012. A pesquisa revelou que os egoístas apresentariam uma vantagem frente aos que prezassem pela cooperação.

O resultado foi batizado como a estratégia “egoísta e de má fé” e dependeria de que o participante soubesse da decisão prévia de seu adversário, ao que adaptaria sua estratégia de acordo com esse conhecimento.

Crucialmente, em um ambiente evolucionário, conhecer a decisão de seu adversário poderia não se tornar uma vantagem a longo prazo, porque o oponente poderia desenvolver o mesmo mecanismo de reconhecimento que o seu, explicou Adami.

Essa foi exatamente a conclusão a que a equipe chegou. Para obter tal resultado, eles usaram um poderoso modelo de computador para realizar centenas de milhares de combinações, simulando um simples intercâmbio de ações que, no entanto, levou em conta uma comunicação prévia entre os “usuários”.

Pai da teoria da evolução, Darwin tinha especial interesse nos modelos de cooperação entre os insetos

“Nós criamos um modelo no computador para coisas muito generalistas, notadamente decisões entre dois tipos de comportamentos. Nós as chamamos de cooperação e deserção. Mas no mundo animal há todos os tipos de comportamentos que são binários (com apenas duas opções), por exemplo, fugir ou combater”, afirmou Adami à BBC News.

“É como se tivéssemos uma corrida armamentista durante a Guerra Fria – mas essas corridas armamentistas ocorrem todo o tempo na biologia evolutiva”.

Darwin

O professor Andrew Coleman da Universidade de Leicester, no Reino Unido, disse que o novo trabalho “freia interpretações com excesso de zelo” da estratégia prévia, que propôs o avanço de padrões egoístas e manipuladores.

“Darwin ficou intrigado com o que observou na natureza. Ele se atinha particularmente aos insetos e seu modelo de cooperação”, explicou.

“Pode-se pensar que a seleção natural poderia favorecer indivíduos que são exploradores e egoístas, mas, na verdade, nós sabemos agora, depois de décadas de pesquisa, que essa é uma visão simplista das coisas, especialmente se o “gene egoísta” da evolução for levado em consideração”.

“Explico-me: não são os indivíduos que têm de sobreviver, mas sim seus genes. Os genes só usam os organismos – de animais ou de humanos – como veículos de propagação.