2010, um ano de Imperatriz

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


2010, um ano de Imperatriz

As luzes dos enfeites de Natal já anunciam a virada do ano aqui em São Lourenço, sul de Minas. Parecem já querer iluminar o caminho do ano que está por nascer: 2010, um ano para dar a luz, onde o que estava se desenvolvendo em segredo vem à tona, se mostra, se revela e se faz anunciar pela Imperatriz, o arcano 3 do Tarot.

A Imperatriz é a mulher diante do mundo do poder. 2010 é um ano da mulher, um ano do feminino, é um ano onde a mãe Terra irá dar a luz a novas realidades e percepções para seus filhos, nós. No Tarot Mitológico a Imperatriz está representada por Deméter, a Deusa da Terra e a Terra como Deusa, Gaia. Assim a Imperatriz é uma representação da Divindade em seu aspecto feminino e também uma representação do próprio planeta, que é o corpo da Deusa-Mãe. Interessante, a Terra é o terceiro planeta em relação ao Sol dentro de nosso sistema. Grávida, Ela, nossa Terra, esse planeta azul cheio de vida, quer parir uma nova humanidade.

Em termos do Tarot podemos traçar uma correlação com a vibração de Iemanjá, mãe dos Orixás, Senhora das Águas do Mar. Na Astrologia teremos como regente o planeta Vênus, que reforça a vibração feminina. Mas na verdade a Imperatriz é a própria consciência feminina manifesta, assim ela representa diversos arquétipos, diversas formas do Sagrado Feminino. Em termos de Orixás também temos que incluir Oxum e Iansã.

É bom lembrar que toda a vibração é polarizada, cabe a nós utilizar o aspecto positivo da energia para gerarmos beleza, harmonia, criatividade, inspiração, amor, arte e comunicação verdadeira, atributos próprios da Imperatriz. Assim é bom dizer que no Tarot não existem cartas boas ou ruins, existem padrões de energia simbolizados pelas cartas que possuem tanto o pólo negativo quanto o positivo.

Coincidência para alguns, sincronicidade para outros, temos também em 2010, ano eleitoral aqui no Brasil, três mulheres candidatas a Presidência da República: Dilma Roussef, Marina Silva e Heloísa Helena. Três manifestações da Imperatriz. Mas o que isso representa?

Representa a força atuante da mulher em nossa sociedade e a oportunidade dessa força se expressar com maior poder. Ainda mais se considerarmos que a maioria dos votantes são mulheres. No Chile, na Alemanha e na Argentina já temos mulheres no poder.

Naturalmente que a presença da mulher no poder por si só não altera a rigidez da estrutura política (lembram-se da Margareth Thacther, a dama de ferro?), mas tem um efeito simbólico interessante e pode representar uma flexibilização, uma maior sensibilidade nas questões institucionais.

Em todos os setores da sociedade a mulher se faz mais presente, seja liderando e sustentando a família, seja participando mais ativamente nos assuntos relativos ao auto-conhecimento, à psicologia, ao esoterismo e ao questionamento do papel da mulher e do homem na sociedade atual. 2010 representará uma presença maior ainda da mulher em todas as esferas da sociedade, e mais ainda da própria consciência feminina.

É interessante darmos uma olhada no que aconteceu no mundo no último ano de Imperatriz que tivemos, pois podemos identificar padrões que tendem a se repetir.

Vamos fazer um mergulho bem profundo aqui com o arcano da Imperatriz, não vamos ficar apenas na parte rasa, vamos fundo e vou aproveitar para linkar certos assuntos a vídeos esclarecedores que existem pela internet. Meu intento é usar através desse texto todos os recursos de mídia para demonstrar o que é a Imperatriz. Imperatriz também é mídia, é comunicação. Respirem, respirem fundo e vamos! Os mares da Imperatriz são profundos e transcendem nossas noções de bem e mal.

O último ano de Imperatriz que tivemos foi 2001, marcado na história da humanidade pelo atentado de 11 de setembro que destruiu as torres gêmeas do World Trade Center, nos EUA. Um evento aparentemente mais para o arcano 16 ou para Torre (segundo os íntimos) do que para Imperatriz, mas que deixou tantas dúvidas e tantos questionamentos que geraram documentários como Zeitgeist.

Zeitgeist é um documentário lançado em 2007, especialmente para a internet e que você nunca verá na tv aberta, que, dentre outras coisas, questiona de forma inteligente, didática, polêmica e instigante a versão oficial sobre o atentado. Recentemente, o ator Charlie Sheen veio a público, exatamente em 11 de setembro de 2009, em nome das famílias dos que morreram no WTC, pedir a reabertura das investigações, pois estas deixaram muito a desejar. Zeitgeist e a fala questionadora de Sheen são exemplos da Imperatriz em ação, questionando de forma inteligente, através da mídia e da fala a estrutura de poder. O que se pode esperar em 2010 é um aumento desses questionamentos e novas revelações sobre os segredos dos podres poderes desse mundo, e, quem sabe, de outros.

Hoje, a própria mídia é um poder, o chamado 4º poder, talvez seja ela, a mídia, o poder por excelência no mundo atual, pois o poder de informar é o poder de modelar as nossas mentes numa determinada visão da realidade. Jornalistas e publicitários bem o sabem.

Mas em 2001 um outro evento muito importante aconteceu. Não foi veiculado na "grande" mídia e acabou por ser abafado pelo acontecimento de 11 de setembro no WTC. Esse evento foi um projeto de comunicação, organizado por 400 pessoas (militares de alta patente, cientistas, ex-espiões, ex-agentes da CIA, controladores de vôo, astronautas, etc) que ocuparam posições relevantes dentro do governo dos EUA. O nome desse projeto é “Desacobertamento” ou Disclosure Project. Não me surpreenderia se você também nunca tivesse lido nada sobre o assunto. Disclosure Project pode ser chamado de Projeto Revelação. E marcou o ano de 2001, um ano de Imperatriz, por ter revelado ao mundo, de forma organizada, séria, bem articulada, baseado em documentos autênticos e relatos idôneos, um segredo de estado guardado a sete chaves: a questão dos ÓVNIS e da presença alienígena entre nós.

Infelizmente, a "grande" mídia não divulgou tal evento, mas graças à internet, ele, ainda, pode ser visto por todos. Na verdade ao não divulgar tal evento a mídia acobertou-o, mais uma vez. Enquanto isso ficam passando em horário nobre as velhas e repetidas notícias de sempre, um disco arranhado onde as novidades são como as novelas, já nascem velhas, tal como Benjamin Button.

Alguém duvida do impacto que seria em nossa civilização o contato aberto e cordial com outras civilizações alienígenas superiores a nossa em termos de tecnologia e convivência harmônica? De fato, isso é uma viagem, mais real do que se pode imaginar. As evidências acobertadas estão por toda a parte e a peneira não tapa mais o sol, tanto que circula pela internet a notícia de que eventualmente Obama faria um anúncio oficial sobre a existência de vida alienígena inteligente. Mas quem precisa do Obama para saber disso? Tal anúncio seria apenas a demonstração cabal de vida inteligente nos governos. E hoje nós sabemos que os governos do mundo são fachadas, meras marionetes de outros poderes.

A Imperatriz é uma carta que fala de comunicação, portanto, fala de mídia sob todas as suas formas, desde internet até um simples folder. Os movimentos da mídia estarão em alta. Aquestão que surge para nós é: as informações veiculadas na mídia expressarão, de fato, a realidade ou serão uma manipulação? As duas coisas certamente ocorrerão e lidar com a Imperatriz é lidar com a comunicação e os “ruídos” que dela decorrem. Um exemplo clássico é o próprio evento do WTC que possui uma versão oficial, mas que é questionada por milhões de pessoas dentro e fora do EUA. Há muitas evidências de que o atentado terrorista foi um serviço interno, feito pelo próprio governo estadunidense, onde salta aos olhos a queda do anexo 7, que nem se quer foi atingido e caiu da mesma maneira que as Torres Gêmeas, como se tivesse sido implodido.

Espero que não tenhamos outro atentado, mas as revelações que ocorrerão nesse ano que chega deverão incomodar, e muito, os poderes estabelecidos. Basta ver as tentativas de tentar censurar a internet, que tem ocorrido pelo mundo todo, por parte de certos representantes do poder, inclusive aqui no Brasil. E a Internet é uma outra expressão de mídia e, portanto, da Imperatriz.

Imperatriz é mídia, mídia que vai desde aquela "amiga" que liga para contar a "última" até a criatividade capaz de produzir um projeto de arte altamente sofisticado ou uma canalização de ordem espiritual.

Quando falamos em revelações, em Imperatriz e em poderes estabelecidos me vêm à memória a imagem da “mulher vestida de sol” que é descrita no Apocalipse de São João, um dos poucos livros não adulterados da Bíblia, justo por que não foi entendido. Detalhe interessante, a palavra Apocalipse vem do grego e significa "Revelação". O livro da Revelação, o Apocalipse, assim como o Tarot em seus arcanos maiores, possui 22 partes. Lendo o capítulo 12 (O Pendurado) e 13 (A Morte) do Apocalipse encontramos a seguinte descrição da Imperatriz:

1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça (eis a nossa Imperatriz).

2 E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

3 Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;

4 a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.

5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.

6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

7 Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam,

8 mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu.

9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.

10 Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite.

11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte.

12 Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! Porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.

13 Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.

14 E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia (símbolos existentes na Imperatriz), para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.

15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente.

16 A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca (A Terra ajudou a mulher, a Imperatriz, porque ambas na verdade são a mesma, são fêmeas).

17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.

18 E o dragão parou sobre a areia do mar.

Capítulo 13

1 Então vi subir do mar uma besta (EUA) que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças nomes de blasfêmia.

2 E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade.

3 Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta,

4 e adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?

5 Foi-lhe dada uma boca (a mídia moderna) que proferia arrogâncias e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar por quarenta e dois meses.

6 E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome e do seu tabernáculo e dos que habitam no céu.

7 Também lhe foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação.

8 E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

9 Se alguém tem ouvidos, ouça.

10 Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a perseverança e a fé dos santos.

11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão.

12 Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.

13 E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens (a ciência moderna, o projeto espacial, o lançamento de mísseis e outras tecnologias de guerra no espaço tal como o Haarp);

14 e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.

15 Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta (a tv e a mídia moderna).

16 E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte,

17 para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome (o micro-chip).

18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

Até aqui os capítulos 12 e 13 de Apocalipse.

Interessante certos detalhes sobre essa passagem do Apocalipse, mas vale ressaltar que a revelação da verdade será perseguida e sufocada pelos poderes dominantes, simbolizados no dragão e nas duas bestas. O dragão representa um tipo de inteligência que vem do céu e que aqui se estabeleceu, na Terra (“foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele”). As bestas representam forças da Terra que se aliaram ao dragão (um país e a ciência que tal país adquiriu através do “dragão”, representam as duas bestas. “Dragão” é uma palavra-símbolo para as forças que foram atiradas do céu para a terra, e, por lógica, forças que vem do céu para a terra são forças extra-terrestres).

A mulher vestida de sol é a própria Terra, que tem a Lua aos seus pés, como satélite que é, e que está cercada por doze estrelas, que são as doze constelações do zodíaco.

A mulher se encontra grávida porque estamos as vésperas de um novo parto, uma nova humanidade. Basta ver o fenômeno das chamadas crianças-índigo.

A mulher vestida de sol prestes a parir tem o dragão como uma ameaça que pode devorar seus filhos. Vemos no símbolo apocalíptico a polarização da energia, tal como citamos antes.

Agora mais do que nunca se trava uma batalha de informação, uma batalha entre a luz-informação e as trevas-ignorância. Uma batalha pela sua mente. Um mundo com 6 bilhões de pessoas não pode mais ser controlado pelas armas, hoje ele é controlado de forma mais sutil, pela informação e pela manipulação da informação. O desafio será separar o joio do trigo e ir em busca da própria verdade em diferentes níveis. E o primeiro passo é buscar a informação por si mesmo, de forma crítica, sem deixar-se influenciar pela informação manipulada que vem através das tvs e das agências de notícias. Nisso a internet, através dos blogs, listas de discussão, sites independentes e outros mecanismos, é uma poderosa ferramenta de esclarecimento. Um exemplo de como a informação é manipulada é o fato de muita gente não ter se quer ouvido falar de documentários como Zeitgeist e de projetos como o Disclosure Project, que só tiveram a rede como forma de expressão. Hoje, infelizmente, a TV é um canal de comunicação totalmente manipulado e que se não assistirmos não estaremos perdendo absolutamente nada de bom.

Não posso dizer que 2010 será o ano que faremos contato, (até porque vários de nós já foram contactados mas o seu testemunho não tem sido aceito pelo poder institucional) mas uma batalha de informação se acirrará para que certas verdades se tornem públicas (ou não). Os atuais donos de poder já pressentem a ameaça da internet, e tentarão por todas as maneiras limitá-la ou criar eventos que nos distraiam daquilo que realmente importa.

Talvez a verdade esteja lá fora, tal como em Arquivo X, mas onde é “lá fora”? Certamente além dos limites perceptivos impostos pela TV, pela grande mídia e pelos manipuladores da informação. A telinha da tv é uma prisão para a mente, uma espécie de Matrix. O desafio da Imperatriz é desenvolvermos a nossa própria inteligência e criarmos formas livres de comunicação que nos levem para além da matrix dos interesses das grandes corporações que desejam manter o próprio poder a custa da qualidade de vida de toda a raça humana.

2010, diferente de 2001, tem outro arcano em ação, o Enforcado ou o Pendurado, porque a entrada na 1ª década do atual milênio implica inicialmente numa soma que dá 12, para depois reduzir-se para 3. O que significa um ano de muitas provações em todo o planeta e que pede uma mudança de valores. Do ponto de vista material tal arcano é pouquíssimo favorável, podemos ter uma nova crise financeira, mas do ponto de vista espiritual ele indica um claro desenvolvimento. Ele indica que devemos cada vez menos depender do sistema sócio-econômico que aí está e promovermos uma revolução interior, pacífica e espiritual que permita uma mudança sem grandes dores para a humanidade. Uma mudança de nossos hábitos de consumo já seria um primeiro passo. Desligar a TV e conversar mais com a família sobre o momento atual, comer menos besteiras e cuidar mais do corpo, comprar menos supérfluos e investir em qualidade de vida, tirar um tempo para meditar e ficar a só consigo mesmo, criar um tempo para resolver as pendengas bobas que temos com os outros, festejar o Natal como uma festa de perdão, de amor, de gratidão e não meramente consumista. Eis uma boa maneira de celebrar as festas de fim de ano, de celebrar a vida. Que as luzes que agora brilham nas casas possam brilhar dentro de todos nós.

Essa combinação Imperatriz e Enforcado revela no pólo positivo a necessidade de uma comunicação espiritual entre os homens, de uma mídia volta para o desenvolvimento holístico da humanidade, como um instrumento de espiritualização e educação da humanidade. E, de fato, vemos isso na internet. No negativo essa combinação (12 e 3 que resulta na carta do Diabo) ela expressa uma mídia voltada para atar o homem a padrões de comportamento que o prendem a um mundo de valores invertidos, materialistas e deprimentes. Cabe a nós uma escolha (arcano 6, redução da soma anterior que resultou no Diabo). Cabe a nós mudarmos nossas opções de mídia e partimos para uma forma de comunicação livre e não monopolizada e manipulada por pequenos grupos.

Nós temos poder de mudar a realidade que aí está. A Imperatriz nos indica o caminho, nos indica o poder do feminino, da inteligência, da palavra, o poder da Terra e de seus filhos unidos em prol da Vida. Nós não precisamos lutar contra nada, nem contra ninguém, basta que retiremos a nossa atenção, a nossa energia daquilo mesmo que nos prende num mundo limitado pelos padrões consumistas de uma cultura medíocre, apoiada por uma tecnologia que agride a Terra e aos nossos filhos. Se o que passa na TV não presta devo desligá-la, simples assim. Vamos disseminar pela Terra uma verdadeira cultura de paz, de amor, de compreensão, de verdade. Vamos parir em nós mesmos as nossas próprias criações, vamos nascer de novo, de nós mesmos, junto com a Terra, junto com a Imperatriz.

"Na verdadeira religião o templo é o corpo.

O altar, o coração.

O silêncio, a prece.

A oferenda nós mesmos.

O Natal, cada segundo de nossas vidas" (Hermógenes).

Rainha de Ouros

Sabem... Às vezes eu fico pensando que o tarot é muito generoso, pois nos dá de presente aquela carta que tanto precisamos na hora certa, não é mesmo?

Então, percebo que "tarot" é apenas uma denominação e que a VIDA é que é bastante generosa e que NÓS somos muito bons (momento auto-estima..rs) Enfim, creio que eu tenha chegado no limite da reclamação, da resmungação, da coleção de lamúrias e ranhetices. E quando a gente chega no limite é preciso ir para outro lugar porque não dá para continuar.

Como eu digo sempre, cada qual com o seu karma de estimação... Mas é fato que tudo que eu recebo de bênção em termos de saúde, família bacana e amores incríveis vem na mesma proporção, só que negativa, quando o assunto é trabalho (e chefia... e gente folgada... e gente louca... e gente autoritária... e injustiças generalizadas...) Só que, definitivamente, reclamar não adianta nada! Se adiantasse todos os absurdos que vem acontecendo desde janeiro já tinham se dissipado, afinal eu tô CHATA pra caramba!!!! E não paro de reclamar desde então...rsrsrs

Daí fiquei pensando aqui com meu teclado, que seria uma boa pedida me apegar aos santos, orixás, deuses e cia. (i)ltda. ligados à JUSTIÇA. Quem sabe, fazendo um agrado a coisa rola, não é mesmo?rs Mas, por outro lado, vai que eu é que estou redondamente enganada? Será, gente? Será? Será que eu é que tenho um senso de justiça deturpado?

Bem, foi fazendo essa pergunta que eu respirei fundo e tirei o Arcano de hoje e, creio, a resposta é algo mais ou menos assim: "pensa menos, reclama menos e age mais! Segue o seu rumo, trilha o seu caminho, cumpre as suas obrigações e nada além disso, e dedica o restante do seu tempo a plantar o que você realmente preza... e com o tempo os frutos virão..." (fiquei até emocionada!)

Voltamos mais uma vez ao tema do elemento Ar: esta mania que eu tenho (e não é só minha) de querer ser a justiceira das galáxias é totalmente inútil! Só gera desgaste e não leva a lugar algum! Ficar pensando compulsivamente como se o mundo parasse quando eu medito, também é uma coisa ridícula (hahaha!) Fico me perguntando quando eu vou aprender a simplesmente viver um dia depois do outro, fazer a minha parte da história (e deixar a parte dos outros por conta deles) e não ser tão certinha e incomodada com tudo e todos? Se eu conseguisse isso já estaria de bom tamanho! Nem ia precisar aprender a sorrir pra quem não presta e fazer coisa errada como se o mundo me aplaudisse! Aí já seria "adaptação demais" ao mundo que me cerca. Acho que não sobrevivo...

Foi mal aí pelo desabafo, mas acho que falei por muita gente que frequenta o Via. De vez em quando a gente faz terapia de grupo por aqui e todo mundo leva de boa... Isso é que é família unida!!! rs

Mas falei tudo isso para dizer que hoje a Rainha de Ouros chega aqui justamente para dar um basta nos pensamentos torturantes, na falação estéril e no mau-humor (valha-me Deus! Nem eu estou me aguentando!!!rsrsrs)

Bom, pra puxar a conta, vale a pena lembrar: a Rainha de Ouros em dia de comunicação faz com que seja possível transformar o que se pensa e fala/escreve em algo mais concreto. Claro que também podemos falar de comunicação corporal, mas como este é um blog familiar não vou estender minha explanação...rs Também temos aqui uma situação bastante concreta que envolve justiça e materialização, frutificação de algo. Se tem gente com processo pendente no Fórum é bom dar uma olhada, quem sabe ele não deu um passinho pra frente?

A Rainha de Ouros é uma carta bastante benéfica e também pode descrever um acréscimo de energia e o desenvolvimento de força física (eu vou pra yoga!), além de algum tipo de retorno financeiro. :-))))

É isso, crianças. Um dia frutífero para todos!

A imagem veio daqui

2 de Espadas

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quando eu puxei a carta de hoje, não pude deixar de fazer uma gracinha com o sócio. Perguntei "qual é mesmo o tema central que vamos abordar?" E ele prontamente: "decisões!" Então eu concluí: "xiiii... acho que não vamos decidir nada!" rs

Na verdade, e depois fizemos uma breve reflexão sobre o assunto, a questão é, justamente, superar este impasse. Ou seja, a grande sacada é se lançar no vazio, decidir mesmo sem saber todas as informações, agir sem ter acesso aos detalhes... Mesmo que venha aquela incrível sensação de que está acontecendo algo mais por trás dos bastidores, algo que ninguém te contou, algo que você só saberá depois que saltar no abismo.

O 2 de Espadas, de certa forma, dá uma desacelerada na correria, mas não chega a parar, aliás, nem mesmo chega a andar devagar. Simplesmente não deixa que a coisa fique totalmente desgovernada.

Por isso escolhi esta imagem, porque imaginei que a moça, mesmo de olhos vendados, teria um reflexo rápido, treinadíssimo, e que em fração de segundos iria desferir um golpe, utilizando as duas espadas em um movimento de cruz em frente ao corpo. Ou seja, não ia rolar conversa não...rsrsrsrs

Então, este é o conselho de hoje, tanto para os apressadinhos, que nem o sócio, quanto para os cautelosos, que nem eu: respira fundo e vai! Afinal de contas, como já dizia o xamã, não temos nada a perder! :-) Aliás, nunca temos... Porque não temos nada, enfim.

A imagem da "mocinha invocada" veio daqui


PS: Ontem, em um raro momento em que se ligou a TV aqui em casa estava passando "Adrenalina", um filme em que o personagem principal não pode parar um instante senão morre. Estava parecendo a nossa sequência de cartas enlouquecidas aqui no Via...rs Sincronicidade na TV! :-)))

A Roda da Fortuna

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Meus amigos, me respondam por favor: aonde vamos parar deste jeito??? rs

O sócio reparou muito bem aqui, a velocidade está só aumentando! Eu, particularmente, devo confessar que não sou muito amiga de grandes velocidades. Costumo dizer que meu corpo sente quando o carro passa de 110 km/h. Isso acontecia muito em uma época em que eu viajava constantemente, pegava a estrada pelo menos uma vez por mês e saía do Sul de Minas para ir até o Espírito Santo (e voltava depois de uma semana). Assim que o corpo começava a reclamar eu logo pedia para o ex: "por favor, diminui?" E não adiantava ele argumentar que a estrada estava boa, o trânsito tranquilo, o carro aguentava... Pois era eu que não aguentava! rs

Então, devo dizer que eu não estou muito confortável neste processo de aceleração. Preferia aquele estilo 8 de Ouros, de colocar um tijolinho sobre o outro, pacientemente, para atingir o objetivo final. Massss... Como eu ainda não sou Deus (há de chegar o dia!!!rs) e ainda preciso me submeter a atual administração, então vou me virando como posso, mas podem escrever o que eu digo: na minha gestão, tudo vai vir com hora marcada e aviso público antecipado para que ninguém seja pego de "calça curta".:-)

Pois bem... Mas fica a pergunta no ar: de que forma podemos trabalhar a espiritualidade e a magia através da Roda da Fortuna? Bem, vou citar algumas dicas que vocês podem adequar às suas tendências e necessidades:

1) Desapego: qualquer ritual ou prática de desapego será benéfica, levando-se em conta que com a Roda da Fortuna temos que considerar a mudança radical de uma situação na qual estamos e que - não importa se boa ou má - já estamos acostumados;

2) Proteção: toda e qualquer atitude que propicie a proteção tanto física quanto espiritual é sempre benéfica, claro! Mas entendo que em um momento de virada, de mudanças (ainda mais inesperadas), é sempre bom estarmos devidamente protegidos;

3) Uma ajudinha no acaso: este detalhe é muito interessante... Se estamos em um dia em que existe uma tendência geral de acontecerem fatos inesperados, talvez consigamos "modular" o que virá a acontecer através da vibração positiva, do foco em coisas boas e de um estado de ânimo construtivo. Assim podemos contribuir para que as mudanças sejam a nosso favor e não contra. Afinal, somos ou não somos co-responsáveis pelo nosso destino?

Outra coisa que devemos nos lembrar no dia de hoje é de fazer o possível para manter a calma e a tranquilidade, levando-se em conta a natural agitação deste Arcano.

Então, vamos lá galera do Clube do Ansiosos do Via Tarot, junto comigo: Oooooooommmmmm!!!! :-)

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Príncipe de Espadas

domingo, 29 de novembro de 2009

O Arcano de hoje está bastante afinado com o Carro que saiu ontem. Ou seja, estamos em uma fase agitada, cheia de mudanças, desafios para enfrentarmos e adquirirmos mais equilíbrio e poder pessoal.

Como estamos em pleno domingo e ainda mais com um tema central de auto-conhecimento, creio que a maior batalha que vamos enfrentar é a batalha com nosso inimigo número 1: nós mesmos! Somos sempre nosso maior desafio! Sempre!

Então, algumas perguntas que devemos nos fazer são: tenho consciência daquilo que me faz mal? Percebo quando estou em guerra e quando estou em paz?(ou estou em eterna guerra?) Até que ponto estou lutando contra o "inimigo correto"? Chamo de inimigo correto aquilo que realmente está nos prejudicando... Sinto que muitas vezes miramos um alvo totalmente equivocado! Atiramos contra quem ou o que nada de mal nos causa ou até mesmo contra quem está do nosso lado ou o que nos beneficia. Algumas vezes por uma questão de auto-sabotagem e outras por ignorância pura mesmo...rs

Creio que deveríamos analisar com calma esta questão fundamental: contra o que estou lutando? Em que estou gastando minha preciosa energia? Descobrindo essas informações, já evoluímos bastante em nossa caminhada!

Outro detalhe importante - pelo amor de Deus!rs - é: quando eu vou parar o "bate-boca" mental para poder, silenciando a mente, permitir que tudo possa fluir de forma harmoniosa em mim? O Príncipe de Espadas tem uma tendência incrível de fazer a gente falar muito, pensar muito e se agitar tanto interna quanto externamente. Então para lidar com essa energia uma providência importante é respirar fundo, esvaziar a mente e deixar que a sabedoria divina preencha nossos espaços. Isso sim, é um ótimo conselho! :-)

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O Carro

sábado, 28 de novembro de 2009

Velocidade Máxima!

Não... Não é o nome do filme... É o ritmo em que estamos vivendo nos últimos tempos! O Arcano de hoje é somente uma expressão, ainda que tardia, de um processo (mais para novela mexicana do que para filme...rs) pelo qual estamos passando nos últimos tempos.

Todo ano, quando chega lá pelos meses de outubro ou novembro, começa o ritual. Todos repetem "nossa, já está chegando o final do ano... O tempo voou!" Bem, parece que o tempo voa há décadas! Mas, graças à ressonância Schumann (sobre a qual já falamos bastante por aqui), parece que a coisa anda mesmo se acelerando bastante de uns anos pra cá.

Quais os efeitos disso? Bom... Alguns ruinzinhos. Por exemplo, nunca conseguimos fazer tudo que gostaríamos. Mas também tem os bonzinhos, como o fato de não termos a idade apontada na certidão de nascimento. Daí que as balzaquianas viraram "mocinhas de 30" e aquelas "coroas caídas" do passado, atualmente, nada mais são do que jovens mulheres de 40 (ói eu aí! :-)))

Então, nosso carrão vem a toda na pista! Acelerando cada vez mais! Mas o Arcano 7 não é só velocidade e nem tão pouco se resume a mudanças geográficas, ele também vem falar de situações promissoras que podem se desenvolver, crescer, alcançar patamares inimagináveis!

Quando pensamos que o sábado tem como um de seus temas os projetos profissionais, isso parece se encaixar de forma bastante interessante. O Carro, quando fala de projetos que se iniciam, prevê um excelente desenvolvimento. Quando influencia algo que já está em andamento, pode informar a necessidade de alguma viagem para resolver assuntos pendentes ou mesmo para realizar um contato benéfico.

De qualquer forma, vale sempre o conselho que aparece em todas as cartas duplas/dúbias do tarot: equilíbrio é fundamental para que tudo flua da melhor maneira possível. Os cavalinhos (aqui substituídos por um motor potente) precisam galopar em harmonia para nos levarem em segurança para algum lugar, ou corremos o risco de sairmos desgovernados por aqui, sem rumo, sem norte. Já com este carrão bonitão e modernão que aparece na imagem, é provável que não percamos o rumo, graças a um poderoso GPS instalado no painel. Tecnologia de ponta! ;-)

A imagem veio daqui (mega-original a galeria dos 22 Arcanos Maiores, vale a pena a visita)

Princesa de Ouros

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma bela carta, uma bela imagem e um belo significado, em especial na famosa (e esperada) sexta-feira de Vênus! :-)

A Princesa de Ouros é uma carta que eu considero bastante peculiar: ela consegue misturar dois tipos de energia, por um lado, algo suave, singelo, feminino em essência (e não aquela feminilidade forjada pelo "mercado"), por outro, uma firmeza, determinação e praticidade que demonstram o lado positivo do elemento terra.

A Princesa de Ouros também costuma anunciar aquele início, os mais variados começos de algo que tem tudo para crescer, se desenvolver e chegar a excelentes resultados, tanto pela coisa em si, mas especialmente pela persistência e pela forma paciente de cultivar o que se quer, dia-a-dia.

Então, como hoje temos um foco especial no amor e nos relacionamentos, eu diria que o significado desta carta fala que, apesar das paixões do elemento fogo sempre intensas e deliciosas, apesar da admiração e identificação intelectual do ar criar fortes laços e apesar do carinho e do cuidado da água serem fundamentais para os relacionamentos afetivos, é no elemento terra - com paciência, dedicação, equilíbrio, generosidade e vontade de construir algo juntos - que os relacionamentos passam do sonho à realidade, se transformam de algo passageiro em algo realmente profundo e duradouro.

Como sempre costumo dizer, iniciar um relacionamento afetivo é fácil! Difícil é conseguir alimentá-lo, acalentá-lo, fazê-lo crescer viçoso e feliz. Esse é o maior desafio e, creio, isso é o que a maioria das pessoas realmente quer.

Já comentei algumas vezes por aqui que as questões afetivas sempre foram mais fáceis de serem resolvidas para mim do que as questões profissionais. Cada um com seu karma de estimação, não é mesmo? rs Mas sempre que eu ouvia alguma amiga me dizer que eu "tenho sorte no amor", eu dizia que a sorte não vale de nada se não sabemos aproveitá-la. Encontrar alguém legal pode ser uma questão de sorte... Encontrar alguém que seja realmente uma companhia, um parceiro ou parceira, pode ser uma questão de muita sorte... Mas transformar o encontro em relacionamento feliz envolve trabalho árduo, persistente! Exige suor e lágrimas (mais lágrimas que suor...rsrsrs) E podem ter certeza de que sei bem do que estou falando, tanto por experiência própria como por compartilhar das experiências de muitas pessoas através do trabalho com o tarot.

O que vou falar agora pode não ser muito romântico, mas é bem real: não há como transformar amor em realidade, em relacionamento, sem muito, muito trabalho interno, externo, disciplina e coragem, muuuuita coragem! Porque para amar é preciso abrir o coração, aceitar o outro, aceitar a nós mesmos, contar até 50 (esperando que a paciência surja de algum lugar...rs), compreender que as pessoas são diferentes, perceber que carregamos uma incrível quantidade de ilusões sobre o que é amor (ai, ai... vemos filmes demais!rs) e assimilar a importância impressionante de algo que nossa mãe nos ensinou na infância: dizer sempre "dá licença?", "por favor" e "muito obrigada". Porque não há amor ou intimidade que elimine a necessidade de respeitar o espaço do outro, de compreender que ninguém tem obrigação de ser e fazer o que queremos e agradecer sempre.

Então, que a Princesa de Ouros traga a semente do amor para todos nós, tanto para os novos amores quanto para o antigos amores, amores vintage que estão super-mega na moda! :-)

A imagem veio daqui

O Diabo

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ahhh! Este é o melhor aspecto do Arcano 15: Pan!

É claro que não podemos imaginar que lidar com esta energia é algo "fófis" só porque ela é representada por um simpático deus que toca flauta, saltitante pela floresta. É bom lembra que a palavra "pânico" tem origem no nome deste deus e traz um tipo de emoção nada agradável.

Massss... por outro lado, é através de Pan que rompemos algumas barreiras auto-impostas ou resultantes de condicionamentos muito bem implantados em nós. É através de Pan que permitimos que nossa sexualidade se manifeste. É através de Pan que percebemos que além daquela mente totalmente racionalizada e manipulada existe uma criatura selvagem e, com certeza, bem mais próxima da Natureza e, portanto, bem mais harmonizada com a Divindade.

Ãhn??? O Diabo harmonizado com a Divindade??? Ficou louca, dona Cláudia??? rs

Fiquei não...:-) Essa coisa polarizada de bem e mal, deus e diabo e tudo mais está com os dias contados. Pelo menos assim espero, porque gostaria muito de ver tudo isso com meus próprios olhos físicos! Na verdade, teria que escrever quilômetros para falar sobre toda essa questão, mas ao invés disso prefiro voltar ao Arcano 15 no dia de hoje.

Quinta-feira, dia de lidar com autoridades, dia de sorte, dia de Oxóssi, dia de sócio. Ah, tinha que aparecer o Diabo por aqui mesmo!!!!! rsrsrsrsrs

Então, hoje é um daqueles dias em que se recomenda a "fezinha" na lotérica da esquina...rs Além disso, é bom usar de toda a estratégia para lidar com poderosos. Eu diria até que hoje é o dia ideal para elaborar um daqueles "planos infalíveis do Cebolinha", porque a energia do Arcano 15 tem um aspecto bem ardiloso para esse tipo de coisa. Por outro lado, vamos lembrar que o vento que venta lá, tb venta cá e, portanto, olho vivo para não ser trapaceado!

Fora esses pequenos cuidados, creio que esta será uma quinta-feira divertida, com direito a riso e festa. Se você é do tipo que gosta de um sincretismo amplo, geral e irrestrito, também pode associar o Diabo do tarot ao Exu do batuque e fazer alguns acordos interessantes em termos de captação de energia extra para o final do ano. Sim, sim... Para quem pensa que esse pessoal é do mal, aviso logo que são excelentes amigos e, assim como Pan, lidam muito bem com a energia telúrica, de conexão com a terra e a matéria. Então, pra quem está precisando de energia vital, entusiasmo, tesão... é por aí o caminho.

A imagem, mui bela, veio daqui (obra de um moço chamado Rubens...rs)

A Imperatriz

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Esta é uma carta que considero sempre bem-vinda! A Imperatriz é meu sonho de consumo, aliás, acredito que seja o sonho de consumo de toda mulher-Sacerdotisa e vou explicar porque...

A Imperatriz é a essência feminina plenamente concretizada, estruturada, "aterrada". Ela possui uma incrível facilidade de transitar neste mundinho de meu Deus, driblando os desafios considerados "materiais" com bastante facilidade. A Imperatriz também tem um outro especial talento: ela consegue desenvolver diversas atividades ao mesmo tempo de forma tranquila, porque ela consegue estar 100% presente no aqui e agora. Não há divagação, não há pressão baixa e mãos e pés gelados, não há a estranha sensação de estar aqui e lá, porque ela está aqui o tempo todo, agindo e realizando.

Ah, sim... Ela também possui uma fertilidade impressionante, tanto literal quanto metaforicamente. Não é somente criativa, ela é criadora!

Neste dia dedicado à arte da comunicação, a Imperatriz chega com muita autoridade e muita habilidade. Algumas vezes pode parecer que ela fala as coisas meio de sopetão, meio sem muita diplomacia, mas ela sabe exatamente até onde pode ir... Ô criatura eficaz!!!! :-)

Se o assunto for a justiça, ela surge tal qual uma mãe feroz protegendo seus filhotes! A influência da Imperatriz na quarta-feira é menos de uma resolução justa, fria e direta e mais de uma proteção, um benefício, um apoio para que consigamos superar algum desafio. Mas, justiça seja feita (olha ela aí!rs): a Imperatriz só protege quem merece, quem fez por onde, quem cumpriu as obrigações.

Então, vamos aproveitar o dia de hoje para colocar em prática alguns projetos, fazer um pouquinho de artes manuais - que tal? -, optar por um cardápio diferente e apetitoso, e buscar a forma mais harmoniosa e prazerosa de auto-expressão.

A imagem veio daqui

A Justiça

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Diz o ditado que ela tarda, mas não falha. Aqui no Via ela nem tarda! É frequentadora assídua e chega logo adiantada para não perder um minuto de festa...rs

A Justiça aparece novamente por aqui e em um dia cujo tema faz a gente pensar um bocado! Na terça-feira de Marte temos as grandes decisões e os embates, as disputas. Então não dá para deixar de pensar que esta ilustre senhora, que carrega uma balança na mão e é capaz de dizer quem tem razão, vai dar o ar da graça. Pode ser em pequenas coisas, discretas justiças... Pode ser em grandes coisas, como um juiz batendo o martelo de decidindo algo importante. Pode ser um evento kármico, pode ser o destino atuando. Mas, não há dúvida, tinha que ser desse jeito!

Particularmente, fiquei muito feliz com a imagem de Justiça que encontrei. Uma Maat tão descontraída, com os seios nús (talvez para mostra a "verdade nua e crua"...ho!ho!ho!) a gargalhar. Parece que nossas pequenas e mortais medidas são motivo de chacota para a Deusa! Nossa miopia diante dos acontecimentos do mundo, da nossa vida e do nosso destino não é compreendida pela Deusa. Ou é... Mas ela ri mesmo assim...rs Porque os Deuses são como os humanos, só que mais felizes ;-)

Enfim, minha percepção é de que o dia será bastante interessante. Talvez algumas decisões adiadas sejam tomadas, talvez aquilo que não parecia justo tome novo rumo, talvez até quem estava deitado eternamente em berço esplêndido, na certeza da impunidade, leve um tombo. Who knows????!!!!!!!! Quem viver, verá! Mas acredito firmemente que o Arcano 8 apareceu por aqui hoje para fazer a diferença e não vai embora sem dar o seu pitaco nos acontecimentos do dia.

A imagem - maneiríssima! - veio daqui



6 de Copas

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Meu coração está precisando muito disto!" Assim eu falei para o sócio quando tirei o 6 de copas do baralho como Arcano do Dia de hoje.

E meu coração ficou bem feliz!

Quando encontrei esta imagem do Gaian Tarot, percebi que isto estava me faltando: a alegria pura que deixamos para trás na infância, a celebração espontânea da natureza, o riso, a união fraterna. Viver o tempo todo preocupado em se defender de possíveis ataques é muito doloroso e, principalmente, cansativo... Em especial quando isso acontece no ambiente de trabalho, onde passamos boa parte do nosso dia, praticamente todos os dias.

Olhando esta imagem fiquei rindo, cá com meu teclado, imaginando se a solução para muitos problemas não seria arrancar a roupa do corpo e se jogar no mar. Não sei se os problemas acabariam, mas pelo menos o calor conseguiríamos eliminar...rs

O 6 de Copas tem uma mensagem muito leve e acolhedora, que sempre é capaz de nos colocar em um lugar seguro e tranquilo. Também é uma carta bem humorada, divertida, capaz de trazer uma certa revitalização para o nosso corpo e nossa alma.

Se pegarmos tudo isso e colocarmos dentro do tema de magia e espiritualidade, podemos detectar alguns possíveis e interessantes caminhos. Um deles é algum tipo de meditação com anjos, devas ou seres assim, bem suaves... também podem ser elementais, como fadas, elfos e, em especial, as ondinas. Creio que o Ho'oponopono também é uma prática mágica-espiritual bastante eficaz e em harmonia com a energia do 6 de Copas.

A dica especial para o dia de hoje é procurar falar pouco, pensar pouco e rir muuuuito! Aproveitar o dia como se fosse o primeiro e o único! :-)

A imagem veio daqui

1º Curso On-line do Via Tarot

domingo, 22 de novembro de 2009


Em função de um sonho premonitório da Ana Cláudia sobre a importância da data de hoje, coroada por esse nove de copas (ver o post abaixo), que espelha o 2º casamento de Psiquê e Eros no Tarot Mitológico, um casamento que retrata uma parceria que conduz a completude e a totalidade de nós mesmos, estamos anunciando oficialmente (e finalmente) o 1º Curso On-line do Via Tarot.

Seguem algumas informações sobre o Curso Via Tarot.

O curso terá duração de 6 meses ou 25 semanas.

Esta primeira turma terá um número máximo de 12 participantes e o prazo para as inscrições se encerram no dia 8 de dezembro.

Todos os participantes receberão um certificado de conclusão emitido pela Associação Holística Laurenta.

Todos os participantes terão direito a um mapa numerológico completo.

Este Curso será baseado nos arcanos maiores. Posteriormente faremos um curso com ênfase em arcanos menores, onde os maiores também estarão presentes. E após isso, tendo como pré-condição a realização dos cursos anteriores, ainda teremos um outro Curso sobre o Jogo da Lua.

Daremos a esse curso uma didática original, lúdica, prazerosa e prática que foi sugerida pelo próprio Tarot, através de uma consulta que fizemos ao mesmo perguntando como deveríamos conduzir este Curso, e que chamaremos de Tarot de Relacionamento, onde daremos uma visão arquetípica ou psicológica e também prática ou divinatória dos arcanos maiores com foco voltado para os diversos níveis de relacionamento:

emocional
social
profissional
pessoal

Técnicas de jogo apropriadas serão desenvolvidas em torno do tema bem como exercícios de ordem prática e interpretativa.

O Curso está estruturado para que cada um aprenda no seu ritmo e ao mesmo tempo haja uma interação entre todos os participantes. O material que é parte do Curso será enviado pelo correio aos 12 inscritos.

Maiores detalhes podem ser obtidos através de claudia-tarot@hotmail.com, basta escrever no campo assunto do mail: Tarot do Relacionamento.

Beijos,

Cláudia e Fernando

9 de Copas

Confesso que me emocionei agora...

Depois de uma semana turbulenta, com algumas crises, notícias desagradáveis pra mim, notícias horripilantes para pessoas próximas de mim, minha sensibilidade a flor da pele, etc, etc, etc... Na hora de tirar o Arcano de hoje eu me concentrei bastante e pensei: "olha, o tema do dia é o trabalho sobre si, o auto-conhecimento, coisa e tal... vamos ver o que podemos esperar neste trabalho interior que fazemos, depois de dias tão delicados". E quando viro a carta é esta belezura: 9 de copas.

De certa forma, percebi que chegamos (pelo menos eu cheguei...rs) ao nosso limite nesta fase, em termos de "esticamento". Sabem como é isso? Eu costumo dizer que a vida estica a gente igual elástico, quem tem pouca elasticidade, é muito rígido, ou arrebenta logo ou acaba escorregando para um lado e para outro, pelo menos durante um tempo... E levando, por conta disso, mais esticada mais violentas. Quem tem bastante elasticidade vai sendo exigido, mais e mais, normalmente de forma bem menos brusca, porém constante, em pequeninas coisas do dia-a-dia, mais e mais e mais... E ao invés de arrebentar, vai cedendo e se adaptando à cada nova situação.

Creio que teremos uma pequena pausa. Um descanso para recuperar forças. E eu fico muito grata por isso.

O domingo, provavelmente, será calmo, tranquilo, com possibilidade de realizar algumas conquistas interessantes. Isso pode acontecer através do recebimento de pequenos presentes e mimos, ganhos de sorte, conquistas amorosas, declarações de amor, situações extremamente agradáveis e inesperadas.

O clima leve e alegre deve suavizar o calor que anda danado e amenizar aquela coisa chata de domingo, de saber que no dia seguinte tem batente de novo.

Aproveitemos!

A imagem - linda! - veio daqui


Quem somos nós?

sábado, 21 de novembro de 2009

Esta pergunta é tão antiga e ao mesmo tempo tão reincidente, que tanto pode ser encontrada nos manuscritos do passado filosófico e místico, quanto em nome de filme da atualidade, que levanta questionamentos baseados na teoria quântica e outras modernices.

Creio que todo o mistério aumenta a partir de um fato, capaz de amarrar ou conflitar todas as teorias existentes até então: o fato de acreditarmos que somos, ou deveríamos ser, uma só “coisa”.

Diariamente, batemos no peito e afirmamos com veemência: “eu sou assim mesmo!” ou “sei que não deveria, mas esta é a minha natureza!” ou ainda “gostaria muito de mudar, mas eu já nasci assim”. Então, chegam teorias de todos os cantos, que nos transformam em trindades (id, ego e superego da psicologia), nos transformam em seres sem essência, confusos em seus vários eus (os vários eus disconexos de Gurdjieff), animais em evolução, híbridos de extra-terrestres... Enfim, parece que somos um monte de coisas estranhas e não somos coisa alguma, ao menos coisa alguma que faça sentido.

A mãe reclama com a filha o fato dela ser por demais raivosa e agressiva, enquanto a filha está pensando o quanto é frágil e carente e lamenta que a mãe não perceba que seu choro e seu grito são um pedido desesperado de socorro, de amor, de atenção...

A chefe acredita que a falta de palavras da funcionária é um tipo de vingança contra ela, por não ter sido capaz de dar uma notícia boa, enquanto a funcionária está contendo o choro para não dar vexame, enquanto um estado de choque parece destruir qualquer possibilidade de raciocinar e elaborar uma frase que faça sentido. A notícia dada pela chefe foi além do que ela conseguia agüentar.

O marido, apesar de conhecer bem o passado da esposa, acredita firmemente que ela é uma pessoa sem iniciativa e dependente dele para tomar decisões ou realizar alguma coisa na vida. Enquanto a mulher passa a maior parte do tempo tentando conter o seu impulso de fazer as coisas do jeito que quer e gosta porque um dia o seu pai falou que ela tem por hábito (um hábito feio) atropelar os outros com seu jeito decidido e individualista, em especial os homens com os quais se relaciona.

O ex-marido diz que ela é cuca-fresca, que não sente saudade nem do filho, não se importa muito com o que acontece aos outros e tem uma forma estranha de gostar, enquanto a ex-mulher passa a maior parte do tempo se preocupando com os outros, algumas vezes até sofrendo à distância pelo fato de não poder fazer nada para ajudar.

A melhor amiga diz que ela é preocupada demais, é muito “gente boa”, aceita um monte de coisas que ninguém aceitaria, é bastante condescendente com o ser humano. Chega ao ponto de afirmar que ela deveria ser um pouco mais egoísta, pensar mais em si mesma. Enquanto ela pensa que gostaria de ser generosa como algumas pessoas que ela conhece, sempre tão disponíveis, sempre tão solícitas, tão sociáveis... Pois ela está sempre absorta em seus próprios questionamentos, tentando entender a si mesma e o mundo.

O pai falou pra filha: “não seja egoísta! Você não é o centro do universo!” E a filha chorando pensou: “um dia eu quero criar o meu próprio universo e cuidarei com carinho de todos que moram nele”.

Percebem o que acontece?

De um modo geral, acontecem duas coisas: 1) não somos um ser estático, somos um ser que se transforma a cada relação com uma pessoa diferente, como elementos químicos que reagem de forma diferente ao entrar em contato com outros diferentes elementos químicos 2) dentro do relacionamento com cada pessoa, cada um vê não o que o outro é/diz/faz/sente/pensa, mas simplesmente o que a pessoa consegue enxergar através de seu próprio filtro pessoal, resultado de suas próprias vivências.

Então, no primeiro caso, por exemplo, na conversa entre mãe e filha, a mãe não conseguia ver a fragilidade e carência da filha porque ela mesma tem suas carências e fragilidades e por alguma razão ela julga ser mais frágil e mais carente que a filha, mas como isso não é uma informação 100% consciente, ela nunca se perguntou porque se sentia assim ou mesmo se isso era um fato real. A filha, por sua vez, como vê na mãe a referência de valor de si própria (uma pessoa que não consegue ser aprovada pela própria mãe, provavelmente não será aprovada por mais ninguém!), não entende porque a mãe não aprova a sua forma de ser e nem lhe dá colo naquele momento de fragilidade. O detalhe é que a mãe não consegue ver que o momento é de fragilidade pelas razões já expostas acima e então voltamos ao começo da história. Assim, o mal entendido vai se prolongando por toda uma existência, sem que ambas conheçam a si mesmas e nem uma a outra. Serão eternas desconhecidas.

Assim somos todos... Eternos desconhecidos... De nós mesmos e dos outros. A maior temeridade que pode existir é alguém afirmar que conhece bem outra pessoa. Na verdade, ele está falando do que ele vê no outro através de si, de seus valores, seu olhar, sua vivência.

Algumas pessoas afirmam que aquilo que mais nos incomoda no outro é o que temos também. Eu discordo. Essa é uma forma muito simplista de ver as coisas. Acredito, sim, que o que mais nos incomoda nos outros é um tema mal trabalhado em nós, mas não necessariamente da mesma forma. O fato de me incomodar com pessoas extremamente agitadas e que falam muito e muito rápido pode até comprovar a primeira teoria, já que sou igualmente agitada e falo muito e rápido. Mas pessoas perdulárias, que gastam compulsivamente seu dinheiro, em especial em futilidades e tranqueiras, também me incomodam em demasia, mas eu sou bastante econômica, em algumas situações sou “pão-dura” mesmo... E então a tal teoria cai por terra.

A primeira vez que tomei contato com uma teoria semelhante a minha sobre este assunto foi através do livro A Profecia Celestina, quando o autor fala da relação entre os diferentes tipos (autoritário – coitadinho-de-mim – questionador – distante) e da maneira como um tenta usurpar a energia do outro. Se as relações fossem sempre de opostos a doença do relacionamento seria eterna: um autoritário com um coitadinho-de-mim e um questionador com um distante. Mas não é assim que funciona e todos são obrigados a conviver com todos os tipos constantemente, daí a cada relação há uma nova adaptação do suposto eu estruturado ao novo objeto de interação. Ou seja, essa teoria diz de uma maneira diferente o que eu falo há anos: somos pessoas diferentes com cada pessoa com quem nos relacionamentos.

Como não sei tudo (estou bem longe disso!) e de vez em quando ainda me assusto descobrindo que, de fato, não há nada de novo sob o céu e alguns antigos pensadores, filósofos e psicanalistas já falavam o que eu falo muito antes de mim, existe a possibilidade de um dia eu descobrir estas duas afirmativas juntas em um mesmo estudo:

Somos pessoas diferentes com cada pessoa com quem nos relacionamentos

&

Não enxergamos o outro, mas somente aquilo que temos condição de decodificar do outro através de nossas próprias experiências

Mas por enquanto, creio que eu tenha o direito de afirmar que somos ilustres (e até agora eternos) desconhecidos de nós e do outro. Portanto, ninguém ainda conseguiu responder a célebre pergunta: quem somos nós?

Cláudia Mello

Rei de Copas

Ele é sensível, às vezes enigmático, tem um charme todo próprio, amoroso e parece transitar, assim como a sua Rainha, entre dois mundos... De um lado, traz a fertilidade para terra e torna tudo mais vivo, viçoso. Por outro lado, parece compreender o silêncio e a sombra do "outro lado".

Por aqui, os dias tem sido delicados, bem cuidados, trabalhados. Passo-a-passo, pé-ante-pé... Prova disso é que depois da Sacerdotisa, mantenedora do recolhimento do Enforcado, veio este Rei que desliza pelo elemento água.

Sei bem de que tipo de sensibilidade fala este Rei. Provavelmente, é a que estou sentindo... Uma dificuldade grande de não me envolver com tudo, de não permear o todo, de não sentir todos dentro de mim. Em certos momentos, penso ouvir dentro de mim os ecos de tantas pessoas... é como se eu estivesse conectada em rede com, se não todo o planeta, com certeza todos que conheço. E confesso que ainda não dou muito conta de algo assim.

O Rei de Copas associado ao tema do dia pode nos falar várias coisas: que a verdadeira vocação só pode vir através do amor e do envolvimento profundo com a atividade profissional exercida; que ser responsável é assumir buscar enxergar e compreender a sombra que existe em nós... Também podemos entender que não podemos planejar ou organizar coisas em nossa vida sem aceitá-las plenamente, com o coração aberto, receptivo.

São importantes os aprendizados realizados através do coração. Eles são uma importante chave para a sabedoria, auxiliam na relação com o outro e com o nosso eu interior, aquela parte mais escondida de nós mesmos.

Em função de vários acontecimentos que vivo ou presencio, de forma mais intensa nos últimos tempos, esta carta também me faz lembrar um trecho de uma música que eu considero das mais bonitas do Legião Urbana e que diz assim "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade, não há". Há muitos anos que eu sei disso, eu sinto isso, e procuro viver de acordo com isso, apesar de nem sempre conseguir. Somando-se a esse sentimento que, creio, nasceu comigo, veio o ensinamento de minha mãe, para jamais deixar quem a gente ama partir aborrecido, seja para onde for, até para o mundo de Morpheus. Dormir brigado, viajar brigado, sair de casa para o trabalho brigado... Nunca gostei disso... Lembrava sempre das sábias palavras da minha mãe, que provavelmente também recebeu este ensinamento e assim vamos passando o legado adiante. A vida é efêmera demais para que a gente perca tempo com bobagens, em especial as bobagens que nos afastam de quem amamos. Mais do que isso, é a energia do Rei de Copas que nos ajuda a não transformar o consorte em "móvel da casa" ou o filho em um "aborrecimento". Então, já que ele veio aqui hoje, eu aproveito para agradecer essas duas maravilhosas parcerias de vida e dizer o quanto amo meu querido sócio e meu bebê que já está um homem! :-)

Que o Rei de Copas visite cada um de vocês e leve para suas casas a fluidez e a doçura, a amorosidade que todos nós precisamos e queremos.

Amém! ;-)

A imagem veio daqui

Na Cama

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Presentinho em forma de filme para a 6ª feira de Vênus.

Na Cama é um excelente filme chileno, de 2005. A história toda se passa na cama de um motel onde um casal que se encontra casualmente começa a dialogar sobre o papel do homem e da mulher frente ao sexo, ao amor e ao relacionamento, entre uma transa e outra. As cenas todas são muito bem filmadas, especialmente as de sexo, nos fazendo perceber como um cineasta habilidoso pode mostrar uma visão artística que difere muito da cena típica de um pornô caseiro. Entre verdades e mentiras o relacionamento do jovem casal que parecia casual revela um afeto e uma paixão que podem alterar seus destinos.






obs: as partes do filme podem ser baixadas com um programa chamado USDownloader e descompactadas com o WinRar. O filme pode ser visto no Windows Media Player. Aqui você encontra maiores esclarecimentos sobre esses programas.

A Sacerdotisa

Gentem! Olha ela de novo aí! Adorei!:-)

Vamos combinar que não estamos, exatamente, em uma fase muito expressiva (apesar de eu estar "escrevendo pelos teclados"...rs) Se pensarmos bem, depois de um 5 de Espadas, um Enforcado e uma Sacerdotisa, a regra de ouro, sem dúvida é o silêncio. Preciso me lembrar disso...;-)

Além desta questão, que mostra bem uma fase de economia de energia - talvez, necessária para um embate futuro - temos também o aspecto de aprofundamento da Sacerdotisa, o lado escuro, introspectivo, o grande mergulho no mar negro do inconsciente.

Há uns dois dias, comentava aqui com o sócio sobre uma fobia que me acompanhou desde sempre que era relacionada às profundezas do mar. Lembro de passar de carro em frente ao cais do porto, lá no Rio, olhar os navios ancorados, perceber o tamanho enooorme dos seus cascos e imaginar o quanto ainda havia de navio para baixo da linha da água... E isso me causava um pânico totalmente inexplicável, que me fazia torcer para que o sinal abrisse, o carro andasse e me levasse para longe daquela visão. E levantei esse assunto porque havia sonhado que estava em uma cachoeira e que mergulhava nas águas do rio que ela formava. Então percebia uma profundidade absurda, que não combinava com rio, mais parecia ser o alto mar. Em um primeiro momento eu pensei nisso, que parecia estar em um mar e não em um rio, para no momento seguinte, e para a minha surpresa, continuar nadando, nadando e nadando cada vez mais fundo e sem um pingo de medo.

Creio que este foi um tipo de expressão da minha coragem interior de lidar com o escuro, o desconhecido dentro de mim mesma, meu mar do inconsciente. Fiquei muito feliz com isso e percebo esta Sacerdotisa como uma resposta, uma confirmação do sonho, assim que consegui colocar a cabeça para fora da tormenta que tomou conta de mim nos últimos dois dias.:-)

Bem, uma Sacerdotisa em um dia de Vênus não é exatamente algo caliente, pelo menos não tem aquele tradicional apelo emocional que conhecemos. Mas a energia pode ser muito bem aproveitada se unirmos o amor à espiritualidade (eu adoro este coquetel! rs) Então, para os que gostam de ritualizar o amor ou para os que pretendem vibrar a energia amorosa através de uma meditação, por exemplo, o dia é propício. Eu recomendo um momento especial a dois ou a sós, com direito a velas, incenso e intenção amorosa. ;-)

A imagem fofa veio daqui

O Enforcado

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ai, ai...

Vocês se lembram da tortura do 5 de Espadas? Aquela coisa que está aparentemente boa, mas surge um boato, um vento sinistro, algo que faz a gente começar a colocar a caixola pra funcionar e imaginar possíveis situações desesperadoras?

Pois então... Mas... como eu costumo dizer nos meus dias de azedume humorístico, quando a gente pensa que não tem como piorar, sempre tem um espírito de porco que arruma um jeitinho...rs

Então, aparece o Enforcado para falar um pouco de uma vivência que tive ainda ontem no comecinho da noite e que gerou um aprendizado que ainda estou digerindo.

Foi bem na hora da Ave Maria que a chefinha me ligou... Para avisar que, de fato, meu destino está nas mãos das criaturas nefastas! (o drama e as palavras utilizadas ficam por minha conta...) Enfim, tudo aquilo que julgávamos como garantido e óbvio, justo - nesta administração o óbvio parece ter sido exonerado, o justo se aposentou - está ao deus-dará... O destino dos funcionários públicos da rede municipal de ensino para o ano que vem - ou seja, daqui a 44 dias - é totalmente incerto e a resposta sobre isso só será dada no dia 14 de dezembro. Assim, saberemos em que canto da cidade vamos trabalhar a apenas 17 dias de começarmos a trabalhar neste novo canto. O óbvio, o justo, é trabalhar na escola mais perto de onde residimos, mas como já comentei acima sobre o óbvio e o justo...

Então - e peço que vocês prestem muita atenção a esta reflexão - pensei várias coisas. Comecei falando para mim mesma que há quatro décadas que eu insisto em ser certinha, quando o resto do universo parece não se importar com esta coisa antiquada chamada "fazer a coisa certa". Depois passei mais alguns longos minutos ponderando que "a coisa certa", em um planeta em que não há verdade absoluta, é algo muito relativo. Para, finalmente, me sentir uma total idiota que gasta uma incrível quantidade de energia se preocupando com tudo e todos, defendendo os direitos do colega de trabalho e do vizinho (sendo que eles nem me pediram isso) e quando chega a vez de eu defender a mim mesma estou tão exausta, tão deprimida, tão de saco cheio (a palavra da vez!) que não faço nada e entro pelo cano.

Ou não...

Foi aí que percebi uma coisa muito ruim e uma coisa muito boa sobre a minha vida: a muito ruim é que, creio eu, do total de 100% das coisas que eu quis de verdade nesta vida e batalhei, corri atrás lutei muito para conseguir talvez eu tenha conquistado somente umas 30% , sendo bem otimista... Isso explica um constante estado de frustração que carrego comigo, apesar de a minha vida, de um modo geral, ser muito boa, muuuuito acima da média! Bem, a coisa muito boa, que também explica o fato da minha vida ser boa apesar de eu só conseguir 30% do que luto para conquistar, é que as coisas boas acontecem para mim e me pegam desprevenida...rs Ou seja, a maior parte das coisas boas que aconteceram na minha vida eu não queria... elas simplesmente aconteceram e foram boas... mas não eram um projeto, um objeto do desejo, uma meta. É mais ou menos assim: se tem algo que eu queira muito, xiii... provavelmente não vou conseguir! Quando percebi isso, me deu uma vontade de não olhar pra mais nada...rs Assim, não corro o risco de querer e aí não conseguir...rsrsrsrs

Gente, essa minha falação toda, em especial esse último parágrafo, além de ser um desabafo terapêutico, é uma aula mega fundamental e prática do Arcano 12. O Enforcado fala muito de tudo isso... Fala da entrega... Fala do não querer controlar seus passos... Fala de enxergar tudo sob uma ótica totalmente diferente... Ser um revolucionário de si mesmo e de sua vida...

Quando falamos do sacrifício do Enforcado, pensamos logo que é um sacrifício de fazer algo desagradável, quando na maioria das vezes trata-se de NÃO fazer algo. Não fazer nada... Não fazer. Só.

Minha história aqui teve mil outros detalhes e até um desfecho meio sincrônico, mágico, mas vou poupar os olhinhos de vocês. O que posso dizer é que o velho ditado que meu avô tanto usava, que devemos "dançar conforme a música" se encaixa muito bem para mim neste momento. Aliás, esse é um aprendizado particularmente difícil para mim, que gosto de conduzir o par na valsa, desconhecendo o fato de que é o homem quem conduz...rs Mas ficou bem claro na minha cabeça que eu não devo gastar nem mais um pingo da minha preciosa energia com este emprego... aliás, é esse emprego que atravanca, e muito!, o desenvolvimento de mil outras atividades interessantes do Via Tarot, diga-se de passagem! Porque são toneladas de energia para lidar com as loucuras administrativas que nos governam. Isso tem que acabar!!!! rsrsrsrs

Então, meus queridos... Façam como eu: relaxem... namorem... sejam um pouquinho egoístas, sejam um pouquinho irresponsáveis, ou, como disse o sócio para mim, "cuida mais de você mesma, porque esse é o maior bem que você pode fazer". Não sei se vou conseguir, mas vou tentar, ficar bem comigo mesma... Pensar que neste momento eu sou a pessoa mais importante do mundo para mim mesma e que eu vou "mover montanhas" em favor disso e deixar o resto pra lá. Recomendo que vocês façam o mesmo.

Só para concluir... alguém poderia perguntar: mas e o tema do dia de hoje??? E então eu lembro: hmmm... hierarquia? Lidar com os poderosos? Pois é... Não tô nem aí pra eles...rsrsrsrsrs

A imagem veio de algum lugar antes que o sócio tivesse desligado o computador, antes de sairmos de casa e antes que eu gravasse qual era o site...rs

observação a posteriori: a imagem veio DAQUI

5 de Espadas

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pois então... É meio vergonhoso, mas depois de uma retumbante Força preciso levantar a mãozinha e dizer: é! Fui eu mesma! Desculpaê, galera! rs

A coisa está tão esquisita que estou tentando postar a imagem e não consigo por conta de um erro interno do blogger, daí resolvi escrever o texto primeiro, modificando meu ritual diário de postagem.

Dizia uma amiga minha, também taróloga, "sensação de derrota é nada! O 5 de Espadas é a derrota mesmo, já acontecendo!" Há controvérsias! :-) E eu estou aqui para falar disso.

Acredito firmemente que existe um tipo de sentimento que às vezes vibramos (eu, por acaso, estou vibrando neste momento... espero que não por muito tempo mais...rs) e que é "craque" em puxar o 5 de Espadas para o nosso jogo. Para quem está se perguntando qual seria tal sentimento, para os que apostaram na insegurança ou na revolta ou então numa depressão profunda, aviso que é algo um pouco mais sutil: chama-se sensação de "saco-cheio"!

Pois é... É sim... Sabe quando uma situação se arrasta por muito tempo? Por tanto tempo que você não aguenta mais? Ou então, quando você tem a sensação de ouvir um vinil velhão e arranhado, com a agulha do toca discos grudando e repetindo o mesmo trecho da música sem parar? Ou então quando algo que você tenta consertar que continua sem funcionar? Ou algo que você tem esperança que melhore, mas não para de te atormentar???

Assim...

Daí o que vem depois? Vem um tipo de explosão, de expressão de saco-cheio! Vem aquela sensação de que você simplesmente não aguenta mais aquilo, não aguenta mais aquela tortura e por um momento - pode ser até que seja uma simples fração de segundo - você pensa que não pode existir nada pior que aquilo e que talvez fosse melhor: "chutar o pau da barraca"... quebrar o toca discos, o vinil e tacar fogo nas caixas de som... jogar a porcaria velha que você está querendo consertar pela janela... xingar o vizinho... terminar com o namorado... pedir demissão... mandar ver no Rei Roberto no coro do "e que tudo mais vá pro inferno!" Porque simplesmente você não aguenta mais aquilo... E todos os seus medos de que algo se quebre, se perca, vá embora, brigue com você simplesmente desaparecem... Porque parece ser muito pior permanecer aguentando aquilo do que dar um fim no negócio de uma vez! Porque talvez você prefira que te mandem logo trabalhar em uma escola do outro lado da cidade (pra você ter que passar a acordar às 5h da manhã!), com uma diretora que fez treinamento no Terceiro Reich, colegas de trabalho que deviam fazer doações mensais no Butantã e mais mil infernos do que continuar aguentando silêncios, indecisões, boataria, clima de ameaça no ar e outras coisas intoleráááveis!!!!!! (Pronto! Falei!!!!rs)

Ai, gente... Eu sinceramente espero que esta carta seja 100% responsabilidade minha, viu? E que vocês estejam numa boa. E que o Arcano de hoje seja algo didático, mais informação para vocês estudarem o tarot através do Via. Bem, pelo menos dá para ter uma noção de qual é o estado de uma criatura sob influência do 5 de Espadas... Não muito bom...rsrsrsrs

Me recompondo...rs

O 5 de Espadas então pode ser quando se chega a um ponto da história em que a gente mesmo desiste de lutar porque não aguenta mais remar contra a maré. Podemos estar em um nível de desgaste mental em que a ameaça de algo ruim (ou seja, algo que existe em hipótese só na imaginação) é pior do que a coisa em si. E creio que todos sabemos bem o que é isso! Todo mundo já viveu uma situação em que preferia logo levar a "bordoada" do que ficar pensando o quanto de dor ela poderia causar caso acontecesse de verdade.

Então, o conselho nesta quarta-feira de justiça e de comunicação é: não coloque tudo a perder porque conseguiram te stressar... Não permita que o joguinho de poder te aflija, não seja bobo (assim que nem eu...rs) e tenha confiança de que tudo vai dar certo. Porque se for para se aborrecer, espere ter uma razão real para isso! :-)

E tenho dito! rs

A imagem bonitinha pra levantar o astral veio daqui

A Força

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sem palavras...

Bom, mas preciso arrumar algumas senão vai ficar chato vocês virem até aqui e encontrarem esta imagem maravilhosa e nada mais, silêncio absoluto :-)

Primeiramente, gostaria de dizer que depois da dupla dinâmica de ontem, a carta da Força veio muito a calhar! Interessante porque um dos seus significados mais importantes é, justamente, o equilíbrio interior dos opostos, a harmonização interna para que a força possa se manifestar externamente. Então, parece que todo mundo fez o dever de casa direitinho...rs

"Segundamente", gostaria de lembrar que ontem fizemos um exercício de alquimia interior, em português claro: magia sexual de primeira qualidade! rs Não sei porque as pessoas sempre associam magia sexual a algum ambiente suspeito, com lençóis de cetim, velas acesas por todo canto, pouca roupa e muita sensualidade (nada contra isso, entendam bem...rs), no entanto, esta união alquímica entre masculino e feminino deve começar dentro de cada um antes de contar com a participação de algum sócio :-)))

Também podemos associar o Arcano 11 à terça-feira de Marte, cujo tema central são as decisões e as batalhas, com uma interpretação bastante sutil e agradável, mostrando que muitas vezes não é a força bruta que resolve as mais acirradas disputas. Inteligência, sutileza, estratégia e diplomacia são valiosíssimas! E costumam resultar em vitórias inesquecíveis. Esse é o recado que a Força nos traz.

Tem um outro detalhe mais enigmático... Não sei como andam as moçoilas do Via em termos de "contatos imediatos" com outras realidades ou aspectos mais sombrios de si mesmas. Mas, por aqui, andei colocando o pezinho do lado de lá. Ou talvez fosse melhor dizer que "teve gente de lá botando o pezinho em mim!" rsrsrsrs Em resumo, se vocês andam frequentando festa estranha com gente esquisita durante a madrugada, atenção naqueles pequenos rituais de proteção antes de dormir. Não façam como esta que vos fala, que é ótima conselheira, mas não costuma seguir o próprio conselho! ;-)

A imagem (babei!) veio daqui, um site repleto de imagens de Arcanos representados por moçoilas desnudas mui belas

2 de Copas & O Mundo

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Há quanto tempo não tínhamos este tipo especial de magia acontecendo aqui pelo Via, heim? Duas cartinhas saltitantes, se apresentando prontamente para darem o tom da segunda-feira.

E que cartinhas!!!! rs

Parece que vamos começar a semana com toda a pompa e circunstância :-)

Bem, se analisarmos a temática do dia, a interpretação fica ainda mais interessante! O que podemos captar de dicas para a temática magia e espiritualidade? Alguém arrisca?

Bom, em primeiro lugar, vamos considerar que temos aqui duas cartas que fazem referência a casais: no 2 de Copas isso acontece de maneira mais direta, já que ele costuma representar o encontro amoroso, apesar de, em diversas situações, esse encontro ser uma parceria profissional; mas não devemos nos esquecer que O Mundo mostra, em diversos tarots, o ser andrógino, a mistura equilibrada entre o masculino e o feminino, o ser perfeito que se pode alcançar através do casamento alquímico.

Quando adentramos o "maravilhoso mundo da magia" percebemos logo que cada coisa pode ser muitas coisas. E por mais que essa afirmativa pareça louca (e, de fato, é...rs), ela simplesmente reflete uma grande realidade que se expressa das mais diferentes formas: não existe a verdade absoluta; cada um vê o mundo de acordo com a sua perspectiva; todo fato pode ser analisado a partir de diferentes pontos de vista; somos seres multidimensionais e, portanto, somos capazes de existir em diversas freqüências ou realidades.

Uau!!! (vocês podem dizer...) "A Cláudia deve ter utilizado alguma planta enteógena antes de escrever a postagem de hoje..." Não, na verdade, é bem possível que eu "seja" um ser enteógeno!!!! rsrsrsrs Mas gostaria que vocês se permitissem expandir a consciência, dando aquele famoso "passinho pro lado".

Bem, hoje também estamos sob a influência do número 16... Que tal aproveitarmos esta Torre numerológica do calendário gregoriano para colocar abaixo alguns conceitos? Acho que podemos começar por aí... Em seguida, podemos planejar nosso casamento interior, como forma de ritual especial para hoje.

Quando pensamos em animus e anima como manifestações internas de nossa contra-parte, como o nosso par do sexo oposto existente dentro de nós, temos sempre a impressão de algo muito psicológico. Mas posso garantir que existe algo de mágico e ao mesmo tempo real em tudo isso. Também posso afirmar que costumamos encontrar no mundo externo as representações exatas de nossos animus e a anima (nossos consortes interiores). É bom lembrar disso da próxima vez que falarmos mal dos nossos cônjuges...rs

Vou dar um exemplo de ordem prática para que não reste dúvida: desde a minha adolescência sou apaixonadas por intelectuais... Aqueles caras de óculos, quase nunca estudiosos mas quase sempre brilhantes em suas observações e seu senso crítico, aqueles caras que não costumam ser óbvios e possuem um senso de humor refinado, mas... (sem tem o massss...rs) são tão sensíveis quanto uma parede de concreto e quase tão carinhosos quanto uma porta. Então, passei anos e anos e anos me relacionando com homens assim... E admirando tanta sutileza e brilhantismo e reclamando sem parar por tamanha frieza e indiferença. Até que percebi que eu era 100% responsável por tudo isso. Meu animus era e-xa-ta-men-te desse jeito. Ou seja, meu "homem interior" era uma criatura lúcida, racional, justa, com raciocínio rápido, porém, com uma rigidez cruel e um nível de auto-exigência absurdo. Então, como eu poderia querer encontrar um príncipe encantado gentil, carinhoso e romântico? Difícil, né?

Quando descobri isso, há uns cinco anos, comecei a pensar que deveria transformar meu animus para que ele se tornasse algo mais sensível, mais agradável, mais "vivo" com sangue correndo nas veias! rs Até porque havia uma relação totalmente neurótica entre meu masculino (rigoroso, racional ao extremo, perfeccionista) e meu feminino (apaixonado, intenso, divertido, preguiçoooso...rs, malemolente! ;-) Era como ter uma mulher requebrando de um lado e um homem marchando de outro. Carmem Miranda e Adolf Hitler!!! Valha-me!!! rsrsrsrs

Não posso dizer que as coisas estão totalmente harmonizadas dentro de mim, mas a presença do sócio na minha vida já é um significativo sinal de melhora, apesar de algumas vezes ele ainda parecer um boneco de ventríloco falando umas coisas típicas do meu animus, com aquela sobrancelha junta ("ai, ai, ai!!!) e cara de malvado. Mas então percebo logo que ele está refletindo o meu ditador interno e tomo minhas providências...rs

Então, a grande e preciosa dica de hoje é a seguinte: vocês já pararam para conversar com a sua contra-parte interior? Vocês sabem como ela é? Como age? Do que gosta? Então, hoje será dia de namoro, mas um namoro de segunda-feira, não de sexta-feira ;-) Vamos trabalhar essa nossa relação interna, vamos fazer as pazes, vamos esclarecer pontos de vista, vamos declarar o nosso amor, vamos fazer planos para o futuro! Tudo devidamente ritualizado ao nosso jeito. Tenho certeza que cada um saberá a melhor forma de agir.

Os efeitos deste pequeno desafio de hoje serão impressionantes! Tanto em termos de equilíbrio, harmonia e nível de energia, quanto em termos de expressão externa deste namoro interior. Tentem! Tenho certeza que vocês vão gostar!

A imagem do 2 de Copas veio daqui
A imagem lindona do Mundo veio daqui

7 de Ouros

domingo, 15 de novembro de 2009


Debaixo do céu há momento para tudo,
e tempo certo para cada coisa:
Tempo para nascer e tempo para morrer.
Tempo para plantar e tempo para arrancar a planta.
Tempo para matar e tempo para curar.
Tempo para destruir e tempo para construir.
Tempo para chorar e tempo para rir.
Tempo para gemer e tempo para bailar.
Tempo para atirar pedras e tempo para recolher pedras.
Tempo para abraçar e tempo para se separar.
Tempo para procurar e tempo para perder.
Tempo para guardar e tempo para jogar fora.
Tempo para rasgar e tempo para costurar.
Tempo para calar e tempo para falar.
Tempo para amar e tempo para odiar.
Tempo para a guerra e tempo para a paz.

.......

Obviamente, o texto acima não é de minha autoria. Não sou mais uma menina, mas também não exageremos...rsrsrs

Eu sempre gostei do início da citação "debaixo do céu há um tempo para cada coisa..." (ou algo assim), mas quando eu fui pesquisar o texto completo, tive algumas surpresas. Uma delas foi perceber que, como costuma dizer o sócio, a Bíblia é algo impressionante! Em todos os sentidos que vocês puderem imaginar. Creio que 99% das pessoas não leram a Bíblia ou ao menos não leram meeeesmo, com o mesmo senso crítico que se costuma usar para outro tipo de leitura. Eu, que sempre fui muito questionadora, percebo hoje que deixei passar várias informações, muito provavelmente por ter lido trechos selecionados pelas professoras de religião no colégio de irmãs em que estudei. E, claro, ter lido todos eles sob orientação da professora. Eclesiastes é considerado por alguns "o mais perigoso livro de toda a Bíblia", aconselho aos curiosos dar uma olhadinha lá e descobrir porque.

Mas, voltando ao nosso tema do dia e nosso Arcano do Dia, a dica é aproveitar o domingão para trabalhar a ansiedade e a compreensão ampla (não somente racional) de que há um tempo certo para cada coisa e não adianta querer correr, porque os resultados costumam ser desastrosos. A terapia ocupacional indicada (rs) é colocar a mão na terra e plantar algumas sementes. Preferencialmente, coloque uma daquelas plaquinhas de plástico branco espetada no lugar onde estão as sementes e escreva o que plantou, que dia plantou, no que estava pensando, como estava se sentindo... Quando a semente começar a brotar, leia, lembre, sinta... E veja o que você anda plantando pela sua vida.

Bom domingo!:-)

A imagem veio daqui

O feitiço como projeção mágica e psicológica da sombra

sábado, 14 de novembro de 2009

Esse texto é uma pequena reflexão sobre a prática do chamado Jogo da Magia, uma técnica do Tarot para identificar situações de enfeitiçamento.


O feitiço é uma realidade enquanto expressão de um ato de magia. Sabemos isso pela prática e na condição de estudantes de Ocultismo e afins.

Casos como da médium Edelarzil Cardoso demonstram isso. Vejam o nosso post sobre a mediunidade dessa mulher em:

http://pistasdocaminho.blogspot.com/2009/08/materializacao-de-feiticos-o-caso-dona.html

O feitiço é uma realidade enquanto uma projeção psicológica. Sabemos disso igualmente pela prática e enquanto estudantes de Psicologia e Psicanálise. Os casos clínicos estudados por Jung e outros psicanalistas indicam isso. Mas as vezes transferimos um conteúdo inconsciente de nós mesmos para uma outra pessoa e passamos a achar que aquela pessoa está nos enfeitiçando quando tal não é verdade.

Certa vez estava trabalhando um possível caso de enfeitiçamento e durante uma meditação tive uma visão da pessoa que seria vítima do feitiço sendo abusada. Relatei isso para ela que me disse que quando criança tinha sido violentada pelo pai. Nos sonhos que tinha ela se via perserguida por obscuras figuras e atacada por vampiros que lhe sugavam o pescoço. Ela acreditava que aqueles sonhos significavam que alguém tinha feito contra ela algum tipo de magia. Logo percebi que os sonhos refletiam sentimentos de culpa que a perseguiam e que lhe sugavam toda a energia psíquica. A culpa brotava do fato dela não conseguir entender a razão do abuso e atribuir a si mesma a causa de tal ato violento.

Mas essas duas realidades, a mágica e a psicológica não se excluem, antes, na própria prática, algumas vezes se entrelaçam.

Por vezes estudantes da área mágica e da área psicológica tentam menosprezar a realidade dos fenômenos pertencentes ao outro campo, mas não será isso um “feitiço” da sombra grupal que acaba por projetar nossa ignorância, nossa escuridão, nossa ignorância e nosso medo no(s) outro(s)?

Mas o que vem a ser a sombra? Qual o conceito de sombra?

Todos os sentimentos e capacidades que são rejeitados pelo ego e exilados na sombra contribuem para o poder oculto do lado escuro da natureza humana. No entanto, nem todos eles são aquilo que se considera traços negativos. De acordo com a analista junguiana Liliane Frey-Rohn, esse escuro tesouro inclui a nossa porção infantil, nossos apegos emocionais e sintomas neuróticos bem como nossos talentos e dons não-desenvolvidos. A sombra, diz ela, "mantém contato com as profundezas perdidas da alma, com a vida e a vitalidade — o superior, o universalmente humano, sim, mesmo o criativo podem ser percebidos ali".(1)

A sombra é o lado negro do ser, vasto, misterioso, imenso e cheio de recursos. É aquilo que não queremos ver em nós mas também aquilo que não podemos ver.

A inveja é um exemplo típico de manifestação da sombra, pois custa-nos reconhecê-la em nós mesmos e ela própria carrega na palavra inveja a marca da sombra: não ver, “in-veja”, in que significa no português negação e, no inglês, sugere aquilo que deveríamos fazer: o ato de olhar para dentro de si, pois olhar para dentro de si e perceber a própria sombra é reconciliar-se consigo e com os outros compreendendo e superando a inveja.

Outro exemplo.

A história de Eros e Psique não é uma história de amor?

A maioria diria que sim.

Todo mundo pensa que a história de Eros e Psiquê é uma história de amor. É, mas não só. Antes de ser uma história de amor é uma história de inveja, que teve a sua origem no sentimento de Afrodite por Psiquê. O sentimento da Deusa por uma mortal, foi o sentimento mais comum, mais humano, o sentimento que uma mulher pode ter por outra mulher que é mais bela: inveja.

Assim o mito retrata que o amor anda de mãos dadas com a inveja. Isso pode ser visto, não sem uma certa dor e uma certa crise, entre os casais. Isso pode ser visto no dia a dia das mulheres, que competem entre si mesmas.

Notem que no mito citado não está se disputando nenhum pretendente, a disputa é apenas entre elas envolvendo apenas as próprias belezas. Obviamente Psiquê não tem culpa de sua própria condição. A própria Deusa se esquece de sua própria condição, a condição de imortal, afinal sua beleza é imortal, enquanto a de Psiquê é passageira. A inveja nos faz cegos e nos faz ver apenas o objeto do sentimento. É uma paixão invertida.

Notem também que a figa como objeto de conjuro do malfazejo olhar é uma representação do falo, por onde percebemos de novo a ligação entre inveja e amor-desejo. Freud se fartaria com a figa como símbolo do falo para justificar a famosa inveja do pênis.

Não é raro os casos de feitiço terem como motivador psicológico uma profunda inveja do enfeitiçado.

Não me admira que o mito fale então de amor e inveja, mas nós mesmos só vemos o amor porque não queremos ver o monstro da inveja que habita em nós. E monstro é a palavra que o Oráculo usa para definir Eros, o monstro com a qual Psiquê iria se casar. Assim todas as relações estão permeadas não só pelo amor mas também pela inveja, pois inevitavelmente nos comparamos aos outros, e assim os invejamos e os amamos, assim a luz e a sombra estão presentes nas relações.

Não nos deveria surpreender que antes de ser uma história de amor Eros e Psiquê é uma história sobre a inveja, pois a história inicial e fundamental do mito que forma a nossa cultura judaico-cristã, a expulsão do Éden, não é também uma história sobre o pecado humano tão somente, é antes uma história sobre o ciúme divino, sobre os sentimentos de deus, que não querendo que o casal humano se tornasse como os deuses(2) ao provar da árvore da vida, depois de acessar a árvore do conhecimento, os expulsa.

Assim os deuses míticos, inclusive o deus bíblico, estão carregados de sentimentos humanos, ou seja, o humano e o divino se misturam, se interpenetrem, carregam em si a dolorosa contradição da própria cruz como objeto de tortura e redenção, como símbolo de união entre os opostos: deus e humano, mulher e homem, terra e céu, dor e êxtase, desejo e sacrifício, anjo e demônio, luz e sombra. Assim a sombra de deus, o diabo, não é algo estranho e separado, é apenas um projeção divina não reconhecida e não integrada, razão pela qual os cultos religiosos que separam o bem e o mal em lados opostos e inconciliáveis tendem a gerar adeptos neuróticos.

Citando Marie-Louíse Von Franz:

"Na verdade, o princípio da individuação está relacionado com o elemento diabólico na medida em que este último representa a separação do divino dentro da totalidade da natureza. Os aspectos diabólicos são os elementos destrutivos — os afetos, o impulso autônomo de poder e coisas semelhantes. Eles rompem a unidade da personalidade".

Há uma ligação entre o aspecto psicológico e mágico do feitiço.

A presença do feitiço revela ou pode revelar, do ponto de vista psíquico, (notem que eu disse psíquico no sentido mesmo de psicológico e não mágico) que o ser enfeitiçado está se deparando com um aspecto oculto, inconsciente de si mesmo. Esse aspecto oculto é uma expressão de algo em nós que não queremos reconhecer, é um aspecto daquilo que em psicologia junguiana é chamado de sombra. No Tarot o Diabo a representa, assim como a Lua, afinal a Lua possui um lado oculto que não nos é acessível. Assim podemos dizer que a técnica de jogo conhecida no Tarot como Jogo da Lua ou jogo da Magia é uma técnica que rastreia não só a existência de feitiço mas também aspectos da sombra ativos ou emergentes na psique de uma pessoa. Quase sempre que em nossas vidas alguém nos faz um feitiço, nos joga um olho-gordo, nos amaldiçoa há também um aspecto de nossa sombra que está se manifestando. Como é muito difícil ver a sombra em nós mesmos, projetamos a sombra no outro ou para fora de nós. Não raro, o outro, aquele que quer nos enfeitiçar, representa aspecto de nossa própria sombra. Jung usa a expressão, o outro em nós e Sartre cunha a frase o inferno são os outros.

Um filme que revela isso é o retrato de Dorian Gray, um filme antigo, baseado na obra de Oscar Wilde, onde um jovem diante do quadro pintado de si formula um desejo tão intenso de não envelhecer que transfere "magicamente" para o seu auto-retrato a condição de velhice, então este passa a manifestar ao longo do tempo todas as mudanças e todas as características negativas do jovem, como se o quadro fosse um espelho da sombra de Dorian Gray, que torna-se então eternamente jovem. Eis o auto-enfeitiçamento de Dorian Gray.

- Quando eu envelhecer esse quadro permanecerá sempre jovem. Se fosse o contrário!

Esse feitiço de Dorian Gray é um exemplo de uma projeção de nossa sombra sobre outra coisa, sobre uma situação de enfeitiçamento seja ela real ou não.

Um outro filme que fala bem disso e se baseia numa lenda alquímica do século treze é O Feitiço de Áquila. Não vou entrar em detalhes mas quem viu lembrará da cena final onde o feitiço só se desfaz quando o casal junto enfrenta o enfeitiçador, o Bispo de Áquila, num dia de eclipse, simbolicamente um dia em que a sombra e a luz se fazem um.

Assim as pessoas que nos jogam feitiços são, analogamente, manifestações de nossa sombra, sombra que nos enfeitiça e nos impede de ver algo em nós que se considera feio ou socialmente não aceito, e por isso a transferimos para os outros. A sombra pode se manifestar nos sonhos, e também na realidade, nos pregando peças e atos falhos e não só por atos de enfeitiçamento. Mas sempre que há feitiço há também auto-enfetiçamento por um elemento de nossa sombra, mas nem sempre quando há auto-enfeitiçamento há, de fato, feitiço feito por outrem. Na prática um feitiço só produz efeito se nós mesmos tivermos a fraqueza que lhe corresponde, é como um vírus que só pode surtir efeito se há uma baixa no sistema imunológico.

Uma situação típica de projeção inconsciente da sombra é quando falamos:

- A humanidade não presta.

Nunca falamos:

- Eu não presto.

O mal, nesse caso, é sempre uma condição genérica da qual o "eu" não faz parte, na qual o "eu" posa de bonzinho, na qual lava as mãos como Pilatos, como se "eu" não fizesse parte de nós, a humanidade. Falamos dos outros como os outros e não como uma extensão mais ampla do eu. E se nos apontam isso logo dissemos: - Mas isso é claro! E passamos rapidamente por isso sem maiores auto-análises. E assim evitamos de nos olhar no espelho do mundo.

Um conto sobre a sombra

A mosca dourada

Havia uma vez um homem chamado Salar, que distinguia o verdadeiro do falso, e que sabia o que devia fazer e o que não, além de saber muito sobre o conhecimento contido nos livros. De fato, sabia tanto que foi nomeado ajudante pessoal do “muftí” Zafrani, um eminente advogado e juiz.

Porém Salar não sabia tudo; inclusive a respeito das coisas que sabia, não atuava sempre de acordo com seu conhecimento.

Um dia, quando havia deixado de lado, por acaso, um copo de um suco dulcíssimo, uma minúscula e trêmula mosca dourada pousou na borda do copo e sorveu diminuto gole. Depois sucedeu o mesmo no dia seguinte, e no próximo, a mosca cresceu de tamanho e Salar podia vê-la facilmente. Porém a mosca havia crescido tão lentamente que Salar apenas havia se dado conta dela.

Finalmente, depois de várias semanas durante as quais Salar esteve envolvido profundamente no estudo de um complexo problema legal, ele olhou para cima e deu-se conta de que a mosca parecia muito maior do que deveria ser uma mosca comum. A espantou, e imediatamente esta alçou vôo, traçou uns círculos sobre o vaso e se foi.

Porém voltou. Quando Salar descuidava sua vigilância, tomava de novo um gole, posada na bordo do copo, e bebia tudo o que podia. A medida que passavam os dias, a mosca se fazia cada vez maior, e como bebia cada vez mais, também passou a ter um aspecto diferente.

No princípio, Salar a espantava com um tapa. Depois viu que tinha que utilizar um matamoscas para afasta-la. As vezes, a mosca começava a olha-lo como se tivesse uma forma semihumana. Certamente, tratava-se de um jinn (gênio), e em absoluto de uma mosca.

Por fim, Salar gritou para a mosca, e esta lhe respondeu dizendo: “Não bebo em demasia de tua bebida, e, ademais, sou formosa, não é verdade?”

Salar surpreendeu-se ao princípio, depois assustou-se e, por último, ficou confundido.

Começou a apreciar as visitas da mosca, apesar de estar bebendo parte de sua limonada. Observava como dançava a mosca, pensava nela muito tempo, trabalhava cada vez menos e, a medida que a mosca se fazia maior, descubriu que ele sentia-se cada vez mais débil.

Salar temia ter dificuldades com o “muftí”, assim que animado por si mesmo decidiu acabar com a mosca. Reunindo todas as forças de sua decisão, dirigiu contra a mosca um violento golpe, porém esta escapou voando e disse: “Estás equivocado com relação a mim, porque eu queria ser apenas tua amiga, porém irei embora, se é isso que desejas.”

Salar sentiu a princípio que havia se libertado da mosca de uma vez por todas e disse a si mesmo: “Eu a derrotei, o que prova que sou mais poderoso que ela, seja ela um ser humano, um gênio ou uma mosca.”

Então, quando Salar se havia convencido a si mesmo de que todo esse assuto havia terminado, a mosca apareceu de novo. Havia crescido enormidade e descia do teto como um lago resplandecente em forma de homem.

Duas enormes mãos alcançaram e agarraram a garganta de Salar.

Quando o mufti veio buscar seu assistente, este jazia ao chão estrangulado. Uma parte da parede estava por terra pela força do gênio e tudo o que restava como sinal de sua enormidade era a marca de sua mão, tão grande como o costado de um elefante, na pintura da parede.


(1) Ao Encontro da Sombra, organizado por Connie Zweig e Jeremiah Abrams, Editora Cultrix, pag. 16

(2)
22 Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente - Gênesis 3.

A Justiça

Pois bem, então eu vou contar um papo de bastidores por aqui...:-)

Há uns dois ou três dias, diante de uma série de injustiças que tenho visto acontecerem, reclamando por justiça divina e concluindo, mais uma vez, que para estarmos devidamente protegidos de criaturas mal-intencionadas devemos cursar uma faculdade de Direito, ficamos, eu e o sócio, imaginando a possibilidade de encararmos, novamente, os bancos escolares - quem sabe? - em um futuro não muito distante.

Meu falecido avô tinha horror de advogados! Ele tinha uma péssima impressão dessa classe profissional. Por outro lado, também não via no jornalismo algo muito melhor. Repetia ele para mim: "mas uma menina tão inteligente devia fazer uma faculdade séria" Definitivamente, o jornalismo não tem se mostrado mesmo algo muito sério...

Mas tenho pensado na possibilidade de fazer mais uma faculdade, a de Direito. Nem sei ainda se para trabalhar com isso, mas com certeza para não ser enganada descaradamente! Mas confesso que me agradaria bastante trabalhar como especialista em crimes ambientais ou em crimes contra a mulher, são duas causas que me sensibilizam bastante. Ou então me aprofundar em questões trabalhistas voltadas para os funcionários públicos, literalmente advogar em causa própria...rs

E aí, hoje, em um dia cujo tema é a profissão ou vocação e todas as responsabilidades aparece por aqui a Justiça e eu fico pensando cá com o meu teclado se isso não é um sinal, uma sincronicidade mandando recado.

Mas, além e acima de tudo isso, a dica do dia aponta para uma reavaliação profunda sobre a vocação, que pode começar como a seguinte pergunta: qual o meu propósito nesta vida? O que posso considerar como missão nesta minha existência? A Justiça tem sempre este aspecto kármico, não como algo negativo, mas como algo que "deve ser", um tipo de "Arcano Maktub".

Façamos deste dia um momento de reflexão.

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3 de Ouros

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Eu, particularmente, acho muito bacana quando conseguimos integrar toda a nossa vida em seus mais variados aspectos. Nunca acreditei muito na segmentação das coisas, apesar de ter uma triste tendência virginiana para usar caixinhas e rótulos.

Há muitos anos percebi que não faz muito sentido que alguém seja tão honesto em um setor da vida e tão mentiroso e trambiqueiro em outro. Daí sempre me parece bastante óbvio que pessoas com grave desvio de caráter em termos financeiros também tenham dificuldade de se relacionar de forma saudável. Quando encontro algo diferente disso, sempre me surpreendo e considero uma exceção.

Então, no dia de hoje, creio que tenhamos uma harmonia bacana em dois aspectos: tanto no afetivo, por estarmos em uma sexta-feira de vênus, quanto no profissional (ou material) em função de um promissor 3 de Ouros, apontando para um empreendimento sólido e de futuro garantido.

A dica é conseguirmos unir o coração e as mãos... Os sentimentos e a metafórica massa que modela a matéria e resulta em algo bom e concreto. Creio que o dia terá novidades interessantes, que podem até não dar um resultado tão imediato, mas que - certamente! - renderão frutos de forma significativa.

Se alguém (encantador) lhe oferecer uma excelente proposta de sociedade hoje... Isso é 3 de Ouros em dia de vênus ;-)

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PS: Sem medo de ser feliz em uma sexta-feira 13 :-)))

Ciência e Espiritualidade

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ciência e Espiritualidade é o tema de mais um excelente Café Filosófico que mostra que as pontes que ligam hoje essas duas áreas do saber se fazem mais e mais fortes devido aos avanços do próprio conhecimento científico, em particular da Física Quântica. Curiosamente o palestrante faz uma referência ao Tarot e a sua natureza quântica, pois permite a análise de possibilidades a partir da ótica do observador.

O palestrante dá um verdadeiro show onde fala direto por mais de 1 hora e meia, sem se quer beber água, sobre diferentes assuntos ligados ao tema, fazendo citações e demonstrando grande capacidade de comunicação e muito bom humor. O Doutor Moacir Costa de Araújo Lima surpreende agradavelmente, numa linha muito semelhante e paralela, dentro da área da medicina, ao do médico psiquiatra Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, com sua pesquisa sobre a glândula pineal.

Sinopse


O tema Ciência e Espiritualidade examinará os diversos paradigmas científicos, mostrando a evolução da ciência, desde o materialismo realista até a Física Quântica.

Estudaremos a importância da descrição que a Ciência nos dá do Universo, em relação a nosso modo de agir e de pensar a vida e seus objetivos. Mostraremos a evolução do observador na visão da ciência, antes sem função tanto no mundo externo quanto em relação a si mesmo e, hoje, entendido como co-construtor da realidade e artífice de seu destino. Deste modo, procuraremos provar que nos construímos de dentro para fora. Examinaremos a derrubada dos postulados do materialismo realista, chegando a uma física de possibilidades em que nossa consciência realiza escolhas, tornando-nos conseqüentemente, livres e responsáveis.

Eis os links (by Déia) para mais esse Café Filosófico:


http://rapidshare.com/files/299790022/Integra__Ciencia_e_Espiritualidade_-_Moacir_Costa_de_Araujo_Lima.part1.rar


http://rapidshare.com/files/299796499/Integra__Ciencia_e_Espiritualidade_-_Moacir_Costa_de_Araujo_Lima.part2.rar


http://rapidshare.com/files/299796488/Integra__Ciencia_e_Espiritualidade_-_Moacir_Costa_de_Araujo_Lima.part3.rar


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A Estrela

Ela é tão bela e há tanto tempo não saía por aqui...

Tenho certeza que muitos sentiram saudade (eu senti!) e é por isso que depois de dois ciclos que formaram uma sinistra combinação - Diabo-Sacerdotisa - entramos em uma nova fase... Mais luminosa, bela, suave e delicada.

Saber compartilhar seu brilho é um atributo da Estrela. Não sei se todos já notaram, mas ela costuma manter uma postura bastante discreta e elegante, na maior parte das imagens que encontramos. Pode estar desnuda, pode estar com uma beleza estonteante, mas costuma manter os gestos suaves e o olhar distante.

O Arcano 17 costuma ser chamado de carta da esperança, mas acho isso muito pouco! É que, talvez, "carta da certeza" não fique tão poético, mas estaria bem mais próximo da verdade. Quando encontramos a Estrela pelo caminho, estamos em um momento de sorte, com uma energia muito especial e atrativa.

Se levarmos em consideração que um dos temas de hoje é, justamente, a sorte... Hmmm... Gente, será que hoje é dia de "fazer uma fezinha"? rs Talvez sim, talvez não... Como saber? A não ser arriscando? ;-) Outra questão bastante interessante e diretamente ligada a outro tema das quintas-feiras diz respeito aos bons contatos com poderosos e algum tipo de negociação com líderes. Nesse aspecto, igualmente, a Estrela estará nos favorecendo.

Pois bem... Eu diria que hoje, sem dúvida, tem tudo para ser um dia de sorte para a egrégora do Via Tarot. Espero que todos nós saibamos aproveitar isso da melhor forma possível! :-)

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Príncipe de Copas

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Qual a imagem que, geralmente, temos do Príncipe de Copas? Normalmente, é o sedutor, o Don Juan, aquele que tem uma lábia daquelas e consegue articular um discurso do tipo que "vende geladeira para esquimó"...rs Se o Príncipe de Espadas quer ser o herói do discurso, o Príncipe de Ouros quer ser o herói pioneiro, que se lança em empreendimentos de sucesso e o Príncipe de Paus adora ser o herói de plantão, protetor das donzelas em perigo, o Príncipe de Copas é o herói do coração, capaz de vencer batalhas com um buquê de flores ou com o tom de voz adequado.

Por aí já podemos perceber que em uma quarta-feira e dentro do tema da comunicação, devemos agir muito mais baseados na diplomacia do que em qualquer outra coisa. Eu iria mais longe e diria que hoje uma boa "conversa fiada" dará mais resultados práticos do que a verdade dita olho-no-olho ou a ação competente.

Nem eu acredito que estou dizendo isto - afinal, isto vai totalmente contra a minha natureza - mas talvez hoje seja um bom dia para exercitar os mais variados "chavecos", até aqueles que a gente fica constrangido de falar...rs

Não é que o Príncipe de Copas seja um mentiroso, mas ele gosta de embelezar a vida, gosta de enfeitar as palavras e adora, simplesmente adora, se deixar envolver por climas românticos. Se engana quem pensa que ele "enrola" os outros... Se alguém está sendo enrolado, podem ter certeza que tem companhia, pois o Príncipe de Copas se lança de peito aberto a tudo que está falando ou fazendo, ele não mente! Ele se permite fantasiar e acredita em sua fantasia.

Então, minha recomendação para o dia de hoje é usar o Príncipe de Copas como inspiração, mas somente no aspecto inteligente, o da diplomacia, do treinamento da espreita, da estratégia. Mas por favor, sem pirar na batata! :-)

A imagem que escolhi tem uma característica que julgo interessante e que ilustra também uma visão particular que tenho dos personagens de Copas. Percebam que as rosas vermelhas estão na altura do coração e, portanto, o representam. mas o Príncipe (no caso, Cavaleiro) de Copas está envolvo em pesada armadura, totalmente protegido contra qualquer perigo. Então: ele "mostra a cara" (não é falso, não se esconde); usa armadura (se protege, não sai por aí como um alvo ambulante) e traz rosas vermelhas nas mãos (traz o coração pulsando fora do peito, digamos assim). É interessante notar isso pois os personagens de Copas tem um certo hábito de se expor um pouco demais, em função do seu caráter muito emocional, em especial os mais jovens - a Princesa e o Príncipe - que permitem que o excesso de idealismo ou o excesso de heroísmo interfiram em suas atitudes.

Enfim, vamos aproveitar o dia para articular alguns bons contatos, alinhavar negociações e buscar a justiça através de negociações.

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A Sacerdotisa

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"A palavra é de prata e o silêncio de ouro". Todo mundo já deve ter escutado esse ditado algum dia na vida, em especial quando se fala pelos cotovelos...rs Apesar da correspondência dos metais estar equivocada (e isso eu vou explicar melhor no decorrer da postagem), o conselho é ótimo! Deveria ser seguido sempre!

Então, fiquei aqui pensando que em um dia de Marte, onde a tendência é o impulso, a explosão, e o tema passeia pela tomada de decisões, as batalhas e tudo que nos remete à atitude, o melhor conselho que o tarot está dando é reduzir a altura do fogo, evitar estrategicamente as batalhas e intuir muito mais do que raciocinar ou ir para a frente de combate.

Vejam bem... Não é que a decisão deva ser, exatamente, adiada, mas eu diria que ela deve ser "guardada". Podemos decidir, mas não devemos divulgar... Podemos concluir, mas não devemos enfatizar... Podemos mesmo defender nossa tese, mas com o mínimo de palavras, no velho estilo clean "menos é mais" ;-)

Outra visão interessante sobre este Arcano no dia de hoje é a de seguir um caminho como o de Gandhi, ação firme, propósito muitíssimo bem definido, mas de forma pacífica, praticamente silenciosa. De uma sabedoria impressionante!!!

Sobre o ouro e a prata, o equívoco é o seguinte: o silêncio está mais ligado ao feminino (não riam... e sem piadinhas sem graça, tá meninos? rs) O feminino, o escuro, o vazio, o silêncio... eu diria até uma certa invisibilidade, tal qual o talento de Netuno (cuja cor correspondente na astrologia é o prateado) e o feminino é prata. Enquanto que a palavra, a expressão, aquele que brilha, resplandescente como o SOL é o ouro... e é, portanto, masculino.

Pois é... vivemos em um mundo de valorização do masculino até na exploração mineral. Porque, queiramos ou não, o ouro vale mais do que a prata. Diria o sócio, o universo é feminino... E se assim for, o raro é o masculino e raro = valorizado. Não tenho uma conclusão sobre isso... Mas não me agrada a idéia...rs

A imagem veio daqui, aliás, vale a pena a visita

Ás de Ouros

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"Nossa... Ouros de novo?" Assim exclamou o sócio quando viu o Arcano do Dia. E eu balancei a cabeça com vontade, apoiando o seu comentário. Daí fiquei matutando que tantos Ouros eram esses dos quais nós estávamos falando. Percebi que nos últimos 10 dias (até ontem) tivemos 2 cartas de Ouros, 1 de Copas, 2 de Paus, 3 de Espadas e 2 Arcanos Maiores. Ou seja, O naipe que mais saiu foi Espadas e depois disso temos Paus, Ouros e Arcanos Maiores empatados. Daí fica a pergunta: de onde tiramos a idéia da grande quantidade de Ouros aparecendo por aqui???

"Cartas à redação"...rs

Então, fico pensando aqui que às vezes temos uma percepção de algum Arcano ou algum naipe, como se ele vibrasse muito mais intensamente do que diz a lógica ou a "realidade" (sempre com aspas!)

E como podemos utilizar esta energia de Ás de Ouros nesta segunda-feira de magia e espiritualidade?

Bem, em primeiro lugar já é bacana lembrar que esta coisa de separar espírito e matéria é algo bem fora do que gostamos de exercitar. Também é uma visão ultrapassada, já que vivemos no tempo da física quântica e dos pesquisadores que admitem que imaginar o mundo que vemos como "mundo da matéria" como algo concreto, denso ou algo assim não é exatamente o melhor caminho. então é perfeitamente harmonioso lidar com um Ás de Ouros em um dia de magia e espiritualidade.

Dica básica: fazer do dia um grande ritual é uma boa... Prestando a atenção em cada atitude, tendo foco e concentração.

Mas, também podemos ser mais práticos... ;-) Se o Ás de Ouros nos lembra a prosperidade, a grana, a sorte material, podemos colocar nosso trem nos trilhos e fazer com que a fartura seja alcançada através de pequenos rituais. Alguns são até bem sublimes, como lavar as mãos com chá de camomila... Outras preparam o ambiente em que vivemos para receber as bênçãos, pode ser lavando o chão de casa com água e umas gotas de essência de laranja ou tangerina, ou queimando canela em pó no carvão em brasa... Tem umas pitorescas, como antigas simpatias, que dizem para guardar sempre as notas na carteira, dobradas ao meio, indo da menor para a maior (notas de 5 envolvendo as de 10, envolvendo as de 20 e depois 50...etc..) Outras mais moderninhas, que dizem para usar sempre uma carteira de dinheiro vermelha.

E vocês? Tem algum ritualzinho da prosperidade, de efeito comprovado, para compartilhar aqui no Via? Quero ler novas sugestões... :-)

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6 de Espadas

domingo, 8 de novembro de 2009

...Margem da palavra

Entre as escuras duas

Margens da palavra

Clareira, luz madura

Rosa da palavra

Puro silêncio, nosso pai

Meio a meio o rio ri

Por entre as árvores da vida

O rio riu, ri

Por sob a risca da canoa

O rio riu, ri

O que ninguém jamais olvida

Ouvi, ouvi, ouvi

A voz das águas...

(Fragmento de "A terceira margem do rio" - Caetano Veloso)

Quando virei o Arcano de hoje não pude deixar de lembrar dessa música e sentir o processo de travessia de um rio, quando não estamos nem em uma margem e nem em outra, quando estamos como em um "vir a ser". Nem lá, nem cá... O eterno processo de transição.

O 6 de Espadas é exatamente este momento e este sentimento: a transição e o que ainda não é, mas será. É por isso que todos os males das Espadas, todo o lado negativo dos fantasmas mentais e também o predador de emoções não conseguem nos atingir. O 6 de Espadas torna-se segundo de "não ser", quando se flutua na canoa sobre as águas (emoções) suavemente, com a garantia de alcançar a outra margem, mas ainda sem ter que pensar nela e no que há por lá.

Então, neste domingo, minha proposta é uma meditação. Sim, meditar... Exercitar o não estar, o não ser, o não pensar, exercitar o antes... o nada... E também sentir o que se pode ser quando não se é o que se é (rsrsrs) Ou: todas as opções que podemos ser se não nos fixarmos em algo que nos convencemos que somos no decorrer da vida.

Complexo assim... ;-)

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O Diabo

sábado, 7 de novembro de 2009

Ele já foi Al Pacino, já foi Robert De Niro e já foi Jack Nicholson. Portanto, falem o que quiserem dele, mas o cara é muito bem representado e, provavelmente, é o padroeiro de Hollywood :-)

Hoje, resolvi desfazer todos os falatórios relativos a este senhor...rs São dois milênios de injúrias! Acho que já está na hora de dar um basta nisto! Por isso resolvi postar a imagem que representa o seu aspecto que mais me agrada, aquele relativo aos rituais pagãos de fertilidade.

Como dizia meu colega (rs) Eliphas Levi, "o Diabo é o Deus de refugo". Cada vez acredito mais nesse conceito! A melhor forma de implantar uma nova religião, uma nova política, um novo poder, uma nova ideologia é desmoralizando o anterior. Simples assim! Dessa forma, as antigas parteiras e curandeiras foram chamadas de bruxas e queimadas para que os homens assumissem o comando do negócio e a profissão de médico ganhasse notoriedade... Assim, o Cristianismo se firmou chamando Pan, Dionísio e todos os deuses antigos que regiam a sensualidade, as paixões e a fertilidade de demônios... E, assim, de forma menos mitológica e poética, os governantes assumem seus mandatos e desconsideram-desfazem-destroem os feitos de seus antecessores e iniciam obras e projetos que um dia também serão interrompidos pelos que vierem depois.

O ser humano parece ter uma incrível dificuldade de conviver com as diferenças e as liberdades... um conflito relativo ao poder... e uma incrível ambição de se fazer único e insubstituível, destruindo tudo que já foi e absorvendo tudo que virá. E apesar de algumas pessoas acreditarem firmemente que ele é o ser mais evoluído da face da Terra, eu tenho sérias dúvidas quanto a isso.

Ah... O ser humano ainda tem muito para aprender.

Bem, para um sábado de saturno, quando nosso foco estará em projetos, responsabilidades, questões profissionais, podemos dizer que vale a pena investir tempo e energia em algumas idéias. Com este gerador de energia chamado Arcano 15 vibrando em nosso dia, onde colocarmos o pensamento, pra lá as energias se encaminharão e isso acontecerá de forma significativa! Se alguém já deu os primeiros passos nesse sentido e já está em fase de pensar em grana, hoje também é um bom dia para isso. Mas aviso aquilo de sempre: utilizem a energia do Diabo, mas não caiam no exagero (onde surgem as armadilhas).

As pessoas gostam de extrapolar e depois a culpa é do "pobre diabo"...rsrsrsrs

A imagem veio daqui, galera

O medo das mulheres

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O medo das mulheres é mais um excelente Café Filosófico apresentado e disponibilizado na íntegra, os links estão logo abaixo. A jornalista Mônica Waldvogel, com a participação do psicanalista Jorge Forbes, fala de seus próprios medos e estende a análise individual ao universo feminino. É preciso coragem para isso. Coragem que normalmente um homem não tem. Afinal, de que tem medo um homem? Da impotência? Do "chifre"? De ficar só e ser abandonado? De ser um perdedor, um "loser"?

Quem se pergunta e questiona é na maior das vezes a mulher. É ela que parece estar buscando a si mesma e a compreensão dos caminhos no mundo pós-moderno, nota-se isto pela presença massiva de mulheres não só nesse mais em outros programas, por exemplo. Aparentemente o homem parece saber do seu próprio caminho. Isso está refletido numa pergunta que a jornalista Mônica Valdvogel repete algumas vezes lembrando Freud:

O que quer uma mulher?

Como se os homens de fato soubessem o que querem. Me parece que nós homens somos mais facilmente domesticáveis nesse sentido, pensamos que sabemos quando não sabemos o que queremos.

Mas uma resposta possível, algo jocosa e provocativa, para a clássica pergunta, "o que quer uma mulher?", seria:

As mulheres, assim como deus, querem a perfeição, inclusive um homem "perfeito". Como o segundo parece que já desistiu do projeto esperamos que as mulheres não desistam. Afinal, precisamos mais do que nunca resgatar a condição do homem e da mulher não como ente perfeito, mas apenas (!?) humano.

Uma outra resposta é: tudo.

Essa é a razão de nessa sexta-feira ter colocado uma versão da carta nº 6 do Tarot, os Enamorados, onde Pã apaixonadamente beija uma mulher.

Seguem os links, by Déia, via Rapidshare:

http://rapidshare.com/files/298164908/Integra__O_medo_das_mulheres_-_Monica_Waldvogel-Jorge_Forbes.part1.rar

http://rapidshare.com/files/298216327/Integra__O_medo_das_mulheres_-_Monica_Waldvogel-Jorge_Forbes.part2.rar

http://rapidshare.com/files/298215306/Integra__O_medo_das_mulheres_-_Monica_Waldvogel-Jorge_Forbes.part3.rar

http://rapidshare.com/files/298211823/Integra__O_medo_das_mulheres_-_Monica_Waldvogel-Jorge_Forbes.part4.rar

9 de Ouros

Ele esteve aqui há pouco tempo... e retorna! E nós, claro, não reclamamos...:-)

Em uma sexta-feira de Vênus, de amor, de beleza e romance, um 9 de Copas seria ainda mais perfeito, mas nem por isso vamos reclamar de um 9 de Ouros. Alguém discorda? rs

Depois do Príncipe de Ouros de ontem não temos dúvida de que o período é fértil. E que existe um clima de sorte no ar... Para hoje tenho um conselho muito especial, mas que deve ser seguido com cautela, afinal de contas, não quero ser acusada de motivar o consumismo desenfreado e nem os gastos abusivos. O conselho é: vamos investir algum dinheiro em algo que seja belo (requintado, especial, raro) para que estejamos atraindo para a nossa vida tanto a estética apurada quanto a saudável prática do "bem gastar"? :-)

Ontem mesmo eu me lembrei de um antigo conselho que escutei não lembro onde, que dizia que devíamos ter mais cuidado com os pequenos do que com os grandes gastos. Sábio comentário! Ainda mais para pessoas econômicas como eu... Sim, porque para gastar 50 ou 100 reais eu penso, analiso, avalio... Mas pra gastar 5 ou 10... É tão mais fácil, né? E de 5 em 5, de 10 em 10 vamos gastando váááários 50 ou 100!

De um modo geral, acabamos gastando muito dinheiro em pequenas coisas sem valor, umas bugigangas do dia-a-dia, tranqueiras sem valor que se acumulam pelos cantos da casa. O consumo consciente envolve saber gastar bem! E é isso que vamos tentar fazer hoje.

Como nunca deixamos o romance de fora numa sexta-feira, a dica é fazer este investimento com benefícios diretos ou indiretos para incentivar o clima de romance no ar. Parece bom, não é mesmo? E se alguém alegar que não está devidamente acompanhado, gosto de lembrar sempre que é uma boa cultivar o amor-próprio. Que tipo de investimento que podemos fazer nesse sentido? Hmmm... (o Ministério da Fazenda adverte: excesso de zeros no cheque causa terríveis dores de cabeça! rsrsrsrs)

Mas vamos lá... Confio no nosso bom-senso ;-)

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Tarot Divinatório ou Tarot Terapêutico, eis a questão.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"Já me dei ao poder que rege o meu destino..."(1)

Estou lendo o livro sobre Tarot do Veet Pramad, editado pela Madras, intitulado “Curso de Tarô e seu uso terapêutico” e me chamou a atenção a distinção que o autor faz entre Tarot Divinatório e Tarot Terapêutico. Seguem algumas citações:

“Atualmente, o Tarô é usado a partir de duas visões radicalmente diferentes e excludentes, que são a adivinhatória ou futurológica e a terapêutica.

(...)

“Essas visões discrepam em três questões que devem ficar bem claras:

1. A questão do destino

Para quem faz futurologia, o Tarô é um intermediário entre o todo-poderoso destino e os simples mortais. Assim, estes são reduzidos a espectadores de suas próprias vidas.

Para o Tarot Terapêutico, somos os cozinheiros de nosso próprio destino, continuamente o estamos criando a partir de nossas escolhas e em qualquer momento podemos mudá-lo.

(...)

O Tarô bem usado é uma ferramenta para mudar o destino, pois nos ajuda a tomar consciência do que realmente está atrapalhando nossa realização...

2. A questão da responsabilidade

Para o Tarô Divinatório, o ser humano é um completo irresponsável. Que responsabilidade pode ter alguém cuja vida está amarrada ao destino, até o ponto de conhecer seu futuro?

(...)

Segundo a visão terapêutica, somos totalmente responsáveis pela vida que levamos.

3. A questão do bem e do mal

Estas considerações são alheias ao Tarô Divinatório, que geralmente toma emprestados seus conceitos de bem e mal das religiões oficiais, doutrinando ainda mais seus consultantes e dificultando que sejam eles mesmos”.

Extraímos algumas idéias do livro de Veet Pramad, idéias expressas no capítulo 1, págs. 20 e 21 do “Curso de Tarô e seu uso terapêutico”, para refletir sobre os conceitos de Tarô Divinatório e Tarô Terapêutico.

Parece-me que quando o autor do referido livro fala em Tarô Divinatório ele fala em previsão, obviamente previsão é previsão do futuro, do que vai acontecer, a partir das cartas do Tarot. E ele diz, pelo que pude entender, que a previsão só pode acontecer a partir da idéia de destino como um elemento todo-poderoso em nossas vidas, o destino visto como algo inevitável, pré-determinado, fatal, do qual não se pode fugir, evitar ou mudar. Ou seja, o autor concebe o conceito de destino como uma força absoluta, base da previsão e da divinação, para poder criticá-lo. Seria essa a única idéia de destino possível?

Temos aqui uma visão negativa do destino porque é fatalista, mas sobretudo por que essa visão se opõe de forma dicotômica a idéia de liberdade. E é isso que o autor faz, coloca destino e liberdade em campos opostos a fim de poder negar o primeiro, o destino, que seria no seu entendimento a base para a divinação ou para o Tarot Divinatório.

Assim ele afirma a liberdade como valor supremo e absoluto. E cai em contradição quando diz: “o bem e o mal não são verdades absolutas”, ora dizer isso é como dizer que o destino e a liberdade também não são verdades absolutas, pois a liberdade só pode ser liberdade se o for em relação ao próprio destino e o destino só é destino porque é a resultante de escolhas anteriores. Assim é que podemos dizer que a percepção do destino é uma primeira liberdade.

Assim liberdade e destino são valores relativos entre si, possuem uma relação que não é dicotômica ou excludente, mas sim dialética. São correlações de forças dentro do ser humano, correlações estabelecidas pela consciência do próprio destino. E é a consciência do destino que me permite aceitá-lo tal como é ou não, tornando-me responsável pela minha escolha-aceitação.


Uma carta do Tarot que fala bem dessa correlação de forças é a carta do Enamorado, onde um jovem precisa decidir por qual caminho enveredar. A sua direita uma mulher madura parece apelar para a sua razão e a sua esquerda, do lado do coração, uma mulher mais nova apela pelo seu sentimento. Ao alto, além da percepção do jovem, Eros, o deus do amor, prepara-se para atirar sua flecha. Em Eros temos a representação de para onde o jovem se inclinará, mas isso também está manifesto em sua postura corporal. Assim tudo parece já estar decidido, mas o jovem não sabe disso, pois parece não estar consciente da força de Eros ao alto. E o fato de não estar consciente da escolha que já fez pode engendrar a idéia de destino, pois o senso comum compreende a força do destino como uma força cega, casual, fortuita, feita de sorte ou azar, quando ela é o poder daquilo que não estamos conscientes em nós mesmos, e além de nós mesmos, agindo.

Há também uma técnica de Jogo muito interessante chamada Jogo da Decisão. Ela nos permite analisar dentro de uma pergunta as conseqüências de decidirmos ou não enveredar por um determinado rumo de ação. Dessa forma o Tarô Divinatório pode revelar o destino não como uma fatalidade, mas como opção de fazer ou não fazer, nos permitindo avaliar previamente os desdobramentos de nossas ações dentro de dois caminhos possíveis. Isso desmonta a idéia do destino como algo fatal dentro da divinação.

Se formos olhar para o próprio Tarot poderemos ver que ele contem idéias de destino multifacetadas. No arcano 10, se formos olhar para o Tarô Mitológico, vemos a presença das três Moiras, forças primordiais que os próprios deuses da mitologia grega temiam, pois o destino por elas traçado não podia ser alterado. No arcano 8 podemos ver o destino como expressão da Justiça ou a chamada Lei do Carma, aqui o destino aparece como a resultante de nossas ações. No arcano 5 vê-se outra faceta do Carma, aqui vemos o Senhor do Carma, normalmente numa faceta benéfica, protetora e ligada ao ensino. No arcano 6 vemos o destino como uma vocação da alma, como uma meta existencial e um caminho pessoal, definido pelo xamã Don Juan Matus como um caminho com o coração.

Assim a idéia de destino pelo próprio Tarot expressa-se de três formas:

1 – o destino como uma força que opera além do humano e que comanda os ciclos de todas as coisas e seres. Imutável.

2 – o destino como uma resultante de nossas ações engendrando o que chama-se carma. Mutável.

3 – o destino como um caminho e um objetivo existencial, uma vocação da alma, que nos faz felizes quando seguido. Aqui temos o destino como uma aceitação e um reconhecimento de si.

Essas três idéias de destino estão contidas simbolicamente no próprio arcano 10, na Roda da Fortuna, pela presença das três Moiras ou dos personagens que representam a ascensão, o ápice e a o descenso.


Na ascensão nós podemos ver a resultantes das ações de acordo com a lei do carma.


No ápice o fato mesmo de termos cumprido o caminho do coração, que nos torna felizes e realizados.


No descenso o nosso inevitável encontro com a morte.


Mas é certo que a própria Roda possui a possibilidade da transcendência desses ciclos, uma superação do destino, que não se opõe ao destino, mas que passa pelo caminho do samsara.


É essa compreensão do destino que permite que os xamãs que trilham o caminho da liberdade total escrevam:

O curso do destino de um guerreiro é inalterável. O desafio é de até onde ele pode ir e quanto ele será impecável dentro desses limites rígidos.

A única liberdade que os guerreiros têm é a de se comportar impecavelmente. A impecabilidade não é apenas liberdade; é a única maneira de endireitar a forma humana.

A pior coisa que pode nos acontecer é ter que morrer e, já que este é nosso destino inalterável, somos livres; aqueles que perderam tudo não têm mais nada a temer.

Um guerreiro aceita seu destino, seja ele qual for, e o aceita na mais total humildade. Aceita com humildade aquilo que ele é, não como fonte de remorsos, mas como um desafio vivo.

Roda do Tempo, de Carlos Castaneda


Podemos também nos perguntar como praticantes de Tarot:

O Tarô Divinatório e o Tarô Terapêutico são excludentes e radicalmente diferentes como quer Veet Pramad?

Pela nossa própria prática a resposta é não e a compreensão disso é muito, muito simples.

Os acontecimentos de nossa vida externa são produzidos pela nossa ação no mundo. E a nossa ação no mundo é motivada pelos nossos sentimentos e pensamentos. Parte desses sentimentos e pensamentos são conscientes e a maior parte não. Assim o mundo, como palco dos acontecimentos de nossa vida, é o espelho das forças motivadoras de nossas ações: os pensamentos e os sentimentos, sejam eles conscientes ou não. Além do mais no mundo estão presentes outras forças em ação: familiares, sociais, culturais, espirituais, legais, astrais, etc. Assim podemos dizer que o Tarô Divinatório e o Taro Terapêutico são aplicações do próprio Tarot em diferentes camadas do nosso ser e essas camadas não se excluem nem são radicalmente diferentes, pois o que se passa na superfície não pode excluir o que acontece em níveis mais profundos da psiquê. Esse é justo o poder da cartas do Tarot, que nos permitem analisar as diferentes camadas do ser humano através de sua riqueza simbólica que invoca o inconsciente ao mesmo tempo que evoca os acontecimentos do porvir, pois se assim não fosse a vida do dia a dia estaria desconectada da vida psíquica.

Uma visão da Tarot que exclui a divinação e a terapia é por si só sintomática, pois a realidade cotidiana não está separada da realidade interior. Uma visão que separa os acontecimentos cotidianos e a vida psíquica é uma visão “autista” do próprio Tarot, seja ela feita pelos “divinatórios” ou pelos “terapêuticos”. Precisamos aqui de uma visão holística do Tarot, uma visão orgânica da realidade que englobe o divinatório e o terapêutico.

Sabemos pela própria prática que uma consulta de Tarot torna-se naturalmente uma terapia mesmo que a pessoa que consulte esteja apenas interessada em saber sobre o futuro, mas o aprofundamento da abordagem terapêutica vai depender da própria capacidade de quem consulta abrir-se para um feedback de níveis mais profundos do seu próprio ser. Normalmente essa percepção mais profunda de si vai acontecendo na medida em que a relação entre o Tarólogo e quem consulta vai se estruturando com o tempo, com a continuidade das consultas e com o estabelecimento de uma relação de afeto, confiança e parceria. Naturalmente o Tarólogo também deve ter experiência e treinamento adequado para fazer uma abordagem que indo além da divinação permita insights adequados, sutis e esclarecedores sobre os padrões internos que fazem com que certos acontecimentos se manifestem na vida daqueles que consultam o Tarot.

Não é incomum que a antevisão de certos fatos impliquem em duas coisas:

1 – na capacidade de mudá-lo ou evitá-lo.

2 – num enfretamento mais consciente da realidade que leva a uma conscientização interior.

Mais do que o destino o que nos importa é a nossa atitude diante dele. Não adianta negá-lo e proclamar uma liberdade que não existe. Também não adianta proclamá-lo como absoluto e negar a responsabilidade que temos frente a nós mesmos.

Não é o destino mas a atitude diante dele que determina o sucesso e a liberdade.

Compreender o destino é compreender como nossas atitudes afetam o nosso presente.

Compreender o presente é a nossa chance de refazer nossa atitude frente aos desafios do destino.

Depois de anos estudando e praticando artes divinatórias como Tarot e Cartomancia perceber isso com tal clareza é uma surpresa maravilhosa.

Poder ajudar os outros e a si mesmo a perceber isso é um outro presente.

Sempre começo a "divina_ação" com uma pequena prece, que a Divindade possa me ajudar a ajudar os outros porque estarei ajudando a mim mesmo.

Olhando para a carta do destino, a Roda do Arcano 10 do Tarot, vemos no número, graficamente, o ser, o um, 1, diante da roda, o zero. É o ser diante do seu destino. Dez, 10, é o número da totalidade, assim, o ser diante do seu destino almeja a própria totalidade. Compreender o destino é compreender a si mesmo como participante da totalidade. O Tarot é um jogo, uma arte e uma ciência da Totalidade que pode ser aplicado tanto na previsão como no auto-conhecimento.

Fernando Augusto


(1)

Já me dei ao poder que rege meu destino
E não me prendo a nada, para não ter nada a defender.
Não tenho pensamentos, por isso verei.
Não receio nada, por isso me lembrarei de mim mesmo.
Desprendido e a vontade, Passarei como um jato pela águia para me tornar livre.

Carlos Castaneda, em O Presente da Águia.

Príncipe de Ouros

Bom dia :-)))

Bem, antes de qualquer coisa é interessante relatar um acontecimento que envolveu a tirada do Arcano de hoje. É que tanto no momento em que eu puxei a carta quanto no primeiro momento em que fui procurar a imagem, por alguma razão que não sei qual, meu cérebro insistia em enxergar um Príncipe de Copas.

Então, como comentou o sócio, é possível que este Príncipe de Ouros tenha algo de Copas nele...

Então encontrei a imagem que traz imagens associadas aos índios norte-americanos (apesar de, cá pra nós, o rapaz não ter muito cara de índio...rs) E foi a primeira imagem que encontrei, reduzindo o tempo gasto com minha pesquisa (que costuma ser algo em torno de 30 a 40 minutos) para eficazes 3 minutos.:-)

O que temos a dizer sobre o Príncipe de Ouros e o dia de hoje e seus temas? Basicamente, que hoje será um dia de sorte! Mais detalhadamente, diria que pequenos atos poderão dar em resultados muito além do esperado! Sabe quando a gente faz "x" e receber "5"???? Por aí...

Agora, a questão fundamental é "se mexer", é ter a consciência de que é preciso dar o primeiro passo em direção ao que se deseja. Fazendo isso, o resto virá de forma tranquila... Talvez nem tão tranquila - afinal estamos lidando com um Príncipe - mas sem dúvida concreta, já que estamos no Reino de Ouros.

A imagem veio daqui

5 de Espadas

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pois é... Parece que estamos em fase conflitante de cincos...

Mas eu achei tão interessante a idéia que me veio à mente no exato momento em que virei a carta do baralho... Foi algo como: nem adianta tentar, nem adianta falar, nem adianta explicar... A comunicação está interrompida!

Se levarmos em conta que na quarta-feira nós temos como foco a comunicação, as negociações e a justiça, parece que o 5 de Espadas é como um suspiro de desistência. Como se o cansaço superasse a vontade de lutar das Espadas e simplesmente se calasse. Esta energia deve estar pairando já há algum tempo, porque mesmo eu, que não costumo desistir de falar (só em caso de doença...rs), tenho andado assim, muito cansada, sabe? Cansada de tentar me fazer entender, cansada de discutir, cansada de clamar por justiça (ops! olha outro tema do dia).

Daí alguém pode me perguntar: clamar por qual justiça? Em que situação específica? E eu diria: todas! sempre! Desde que me entendo por gente, vivo descobrindo lugares e momentos onde a injustiça se faz presente e metendo o meu narizinho de batata na situação! rs De uns anos para cá menos, porque andei tomando juízo, mas a história é um clássico na minha vida! Talvez, ao menos neste meu momento de vida, este 5 de Espadas tenha este caráter até positivo de economizar energia e evitar discussões bestas, evitar entrar em bravatas, comprar brigas alheias e coisas afins.

Outra coisa que também pode acontecer, com este 5 de Espadas é um movimento praticamente contrário a este de desistência de tentar explicar... É o além de desistir de explicar, partir para a ignorância! rs Portanto, cuidado - todos nós - para que não utilizemos de forma temerária as cinco lâminas que temos em mãos.

De resto, é respirar fundo e superar a sensação de desânimo comum nesta carta. E lembrar que depois do 5 vem o 6, aquela cartinha bacana do naipe de Espadas que afirma que, mesmo diante da pior tempestade, conseguiremos superar as dificuldades e chegar a outra margem do rio sãos e salvos.

A imagem veio daqui

5 de Paus

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Olha gente, gostaria de avisar, em primeiro lugar, que ando em ritmo de "give peace a chance" e não tô com a menor vontade de fazer parte de qualquer movimento que provoque rugas. O chronos custa mais de 50 contos, caro pra dedéu, ainda mais pra esta remediada servidora pública que vos fala...rs

Então, depois de lavrar meu protesto pessoal por aqui em função de tal Arcano em tal dia, vamos colocando pingos nos "is", já que as tremas dos "us" não existem mais.

Terça-feira é dia de Marte, dia de decisão e, eventualmente, alguns conflitos. Já o 5 de Paus também não é lá "flor que se cheire" em termos de irritabilidade, crise e competição. Portanto, tanto a energia do dia quanto a energia do Arcano merecem alguns cuidados extras ou, como diz o sócio, para lidar com elas devemos agir da mesma maneira como o porco-espinho faz amor...rs

Mas o legal disso tudo é que durante as minhas pesquisas de imagem descobri algumas novas facetas para o 5 de Paus que considero interessantes o bastante para serem comentadas por aqui. Em função disso, inclusive, escolhi esta imagem (bacana, né?) que traz uma visão bem interessante desse Arcano.

O 5 de Paus tem um aspecto - talvez em função da sua dificuldade de relacionamento com o outro - de deficiência de uma visão integrada ou integrativa (existe a palavra?), ou seja, com capacidade de funcionar junto, de haver troca, união. Para um 5 de Paus o exercício do trapezista é impossível, porque - como vemos na imagem - existe a necessidade urgente-urgentíssima de se trabalhar em conjunto e em sincronia, harmonicamente.

Mas se pensarmos mais além, também descobriremos uma crise interna. Porque não há diferença entre a relação com o outro e consigo mesmo. Quem não se ama não pode amar o outro... Quem não se tolera não pode tolerar o outro... Quem não se cuida não é capaz de cuidar do outro... Então, o que temos aí é uma energia que tende à desintegração, à dispersão, à incapacidade de se estruturar e funcionar de forma eficaz. O 5 de Paus é ótimo para dar o arranque, mas incompetente na hora de manter, estabilizar, organizar.

Pois bem... O papo está muito bonito, mas o que podemos concluir disso? Podemos concluir que hoje o dia é de arranque, hoje será necessário tomar decisões, começar algo, dar o primeiro passo, enfrentar algumas batalhas, talvez... E devemos aproveitar a energia que já está pairando no ar do 5 de Paus. No entanto, deve ficar claro que ao final do dia é o momento de "guardar a viola no saco" e mudar o padrão, mudar de ritmo, mudar o tom. Seja lá o que for feito ou decidido hoje, não devemos dar continuidade ao processo utilizando o mesmo tipo de energia. Ou ainda: pode ser que o que for feito/decidido hoje seja extremamente necessário hoje, mas amanhã (ou mais adiante) já não faça mais sentido e será preciso ter essa compreensão bem ampla para que não fiquemos com um gosto de frustração ou sentindo que perdemos tempo ou gastamos energia a toa. Não, não... Muitas vezes certas atitudes são importantes em determinado momento, mas depois devem mudar. Tenhamos jogo de cintura para assimilar isso!

É isso aí, meu povo...:-)

A imagem veio daqui