Ás de Copas

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Bom dia! :-)

Depois de 25 anos de convivência, o tarot é o companheiro que ainda consegue me surpreender e encantar, não é à toa que continuo apaixonada por ele...rs

Imaginem que nesse final de semana, falei pelo menos três vezes a frase que atribuem ao Dalai Lama (do jeito que todos atribuem frases às pessoas famosas, já não sei mais se é verdade) e com a qual em identifico totalmente: minha religião é o amor.

Minha religião sempre foi o amor. Meu modus operandi sempre foi baseado no amor. Todos os meus princípios e valores são permeados pelo amor. E tenho percebido isso de forma muito intensa nos últimos tempos.

Quando falo de amor, entendam bem, não estou falando do amor por alguém, o amor por um objetivo, uma coisa, uma situação. É algo mais sutil e ao mesmo tempo mais amplo. Estou falando de ter amor dentro de mim. Sentir o amor vibrar em mim. Por isso fico fazendo graça, cantando aquela música "eu sou... eu sou... eu sou o amor da cabeça aos pés..." Porque é assim que eu sou, desde criança, e assim sempre serei, até pular para outra realidade. Essa é a minha essência.

Pois bem... Então na segunda-feira, que é um dia regido pela Lua, quando observamos questões ligadas à espiritualidade e à magia, encontramos por aqui o Ás de Copas. O que vem a confirmar e reverberar a frase: minha religião é o amor.

É somente através da percepção do amor dentro de nós mesmos que conseguimos enfrentar, superar e transmutar situações desafiadores (olha o 7 de Paus de ontem aí). Ter o amor dentro de si, ter o amor como religião é algo muito difícil de explicar em termos racionais, porque não estamos falando de coisas que a mente compreende, mas somente o coração.

Ontem, conversava com uma amiga, que está passando por algumas questões desafiadoras, e dizia a ela: "eu sei que é difícil, mas nós precisamos manter a nossa vibração no amor e na luz, independentemente do que aconteça a nossa volta". Sim, falar é fácil... Mas manter esta vibração em situações que somos testados de todos os jeitos, situações em que sofremos injustiças, somos destratados, somos desprezados, ignorados, quando diante da nossa compreensão e boa vontade somos recebidos com quatro pedras na mão, é muito difícil! Eu sei que é! (Ô! rs) Mas ninguém garantiu que as coisas seriam fáceis por aqui...rs

É preciso diferenciar algo difícil de algo impossível! Várias coisas são difíceis e nem por isso impossíveis... É preciso coragem (olha o 7 de Paus de novo!), ousadia e muito amor no coração para conseguir superar certos desafios. E o amor, este algo que vai além de qualquer conceito racional, é o combustível que irradia luz a partir do chackra do coração até envolver todo corpo e, a partir daí, começa a expandir para o ambiente e vai influenciando tudo que está a nossa volta.

Sejamos nós os transformadores do ambiente, das pessoas e situações. Não uma transformação manipuladora, mas uma transformação reveladora do que cada um traz em essência. O amor é capaz disso. Experimentem! ;-)

Ótima segunda e ótima semana para todos nós!

A imagem veio daqui

3 comentários:

Clara disse...

Bom Dia Via!!!
Escrevem por aí que o Libriano
AMA O AMOR.
Então para mim este Arcano Representa O AMOR UNIVERSAL.

Aldo Luiz Fonseca disse...

Claudinha sem a permissão do nosso querido Fernando, te amo e sou infinitamente grato por sua(s) existência(s) em minha experiência nesta minha encarnação vitoriosa.

Fernando Augusto disse...

Amo, logo sou.

O pensar me confere existência, como diria Descartes, o amar me dá sentido, significado na própria existência.

Uma existência sem amor é uma existência sem sentido, sem sentidos, sem sentimentos, portanto, não humana.

Humano vem de húmus, umidade, água e somos feitos acima de tudo de água, a própria vida na Terra surgiu do Mar, a maior parte da Terra é Água, o que fez alguém escrever em música: Terra, Planeta Água. Em termos do microcosmo somos cada um planeta água, carregamos o mar dentro de nós.

A emergência do Ás de Copas é o surgimento de novos significados em nossas vidas através de nossa capacidade de amar. É o amor que surge como a flor de Lótus.

A Lua cheia é prenhe de amor.

É Vênus emergindo de forma mágica em nossos corpos. No céu a água impõe também sua supremacia com 8 posições astrais em signos da água. Vênus em par com Plutão é o amor profundo, que vai fundo, capaz de descer aos infernos e lograr um triunfo sobre a própria sombra. Vênus em conjunção com Plutão diz que precisamos amar a própria sombra, mergulhar corajosamente em nossa escuridão empunhando a tocha do amor para integrarmos diferentes partes do nosso ser e poder dizer: Eu Sou.

Amo, logo Sou.

Eu te amo.

Apenas o ser autêntico e verdadeiro pode pronunciar estas palavras: eu te amo.

O ego tem uma ilusão sobre o amor e não sabe nem pode compreender toda a magnitude do amor. Ele mesmo é uma expressão pobre do auto-amor pois incapaz de perceber as conexões que existem entre si e os outros, entre si e o ambiente, entre si e tudo o mais.

Temos que trabalhar sobre a sombra do amor para verdadeiramente amar. Qual é a sombra do amor?

"O oposto do amor não é o ódio mas a indiferença".

Atrevo-me a discordar do Érico Veríssimo, digo que a indiferença é um ódio congelado, assim o ódio assume várias formas conforme a luz que incide sobre ele, é uma metamorfose de sombras do amor.

O Ás de Copas que surge aqui é o amor que surge das profundezas, não é um amor de superfície, tem o poder de transformar o ser e de nos tornar aquilo que somos: deuses. Deus se define e se supera pelo amor. "Deus é Amor". Isto me faz perceber que o amor tem infinitas formas, e, ao contrário do ódio que é um jogo de sombras, é uma dança de luzes.

Alguns diriam que o ódio não existe por si já que Deus é tudo e Deus é amor. Assim pode ser dito que o ódio é a impotência de amar e a frustração do próprio amor, portanto um movimento de extinção. E isto explica o porquê da humanidade estar em vias de destruição: sua impotência de amar.

Mas com este Ás de Copas surgindo aqui hoje temos esperança, pois que não há outro poder, aliás a natureza real do poder é o amor.

O nosso desafio hoje (e sempre) é vibrar intensamente esta energia do Amor por tudo e por todos. Aqueles e aquelas que quiserem trabalhar magicamente a energia de Vênus, através de algum ritual, podem e devem fazê-lo. Atos conscientes, de profundo desapego, possuem um poder mágico tremendo e inserir esta magia em nosso cotidiano além de ser profundamente curador é também altamente revolucionário num sistema que prima pela sombra do Amor.

Quando o Poder do Amor superar o Amor pelo Poder, o mundo conhecerá a Paz - Hendrix.

Vos amo, sou grato.

F.A.