Abre caminhos, traz o amor em 3 dias, cura mau olhado, quebra feitiços... Será?

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Olá, amigos!

Nosso artigo de hoje vem questionar os super-poderes de tarólogos e a retranca dos consulentes dentre outras coisas. Ou seja, estamos todos na berlinda! Rs Este texto faz parte de um conjunto de vários artigos, estudos e comentários empacados há anos aqui no computador, com a pretensão de virarem livro algum dia. Acho que a questão agora deixou de ser escrever e passou a ser montar o quebra-cabeça. Um dia sai...

Bem, espero que aproveitem as recomendações, reflitam sobre cada item e depois comentem.
Beijão e até amanhã!

Dicas básicas de como não cair nas mãos de um tarólogo manipulador:

1 – Desconfie sempre dos onipotentes, aqueles que jogam todos os oráculos muito bem, trabalham em diversas escolas iniciáticas, sabem de tudo, resolvem todos os problemas possíveis desde marido boêmio até artrite, de impotência à falta de dinheiro, de mau-olhado à crise de identidade.... Deve-se partir de um princípio: um tarólogo é apenas alguém que estudou os arquétipos e se dispôs a abrir a sua intuição de uma forma mais intensa do que as pessoas em geral.

2 – Faça uma auto-análise e avalie até que ponto que você não está “testando” o tarólogo.... Por uma simples razão: você será pego pela sua própria armadilha.... Veja bem... Uma pessoa desconfiada, chega num tarólogo pensando “essa pessoa quer me enganar, vou ver se ela adivinha mesmo alguma coisa... Não vou dizer nada, ficarei muda como uma porta, vejamos o que ela me diz...” Sinto lhe dizer que quem joga tarot, mesmo que não tenha muita ética, provavelmente terá bastante sensibilidade, perspicácia e pelo menos o mínimo de conhecimento da simbologia das cartas.... Ou seja, são pessoas bem treinadas, articuladas, que saberão como conseguir a “migalha de milagre” que o consulente está precisando. E aí, alimentada esta esperança, tudo que o tarólogo disser será Lei, porque “ele já foi capaz de adivinhar aquela coisa que só eu sabia...”

3 – Humildade é um aspecto que deve ser cultivado pelos seres humanos e que raramente é bem compreendido. Ser humilde não é ser coitadinho, é falar com convicção as suas verdades, mas ter sensibilidade, compreensão, generosidade para entender o outro. Assim deve ser também um tarólogo: é importante dizer a verdade, mas da forma correta. Se algum dia você foi a um tarólogo sorrindo e saiu chorando pode ter certeza de que o problema não era seu, era dele... Todas as pessoas que trabalham com seres humanos precisam de um mínimo de psicologia para saber qual é a forma mais adequada de transmitir alguma informação. Não se vai a um tarólogo para prever desgraças, mas para buscar a solução dos problemas...

4 – A questão da adivinhação é outro aspecto interessante... Já ouvi falar de excelentes videntes(tarólogos não vêem coisas, dizem o nome o namorado novo ou adivinham a morte de um familiar... São as videntes que fazem isso e ocasionalmente podem utilizar um baralho de tarot...) Elas acertam tudo e..... deixam a pessoa arrasada. Depois de jogarem todas as informações inesperadas e chocantes na cabeça do seu consulente, dão um sorriso, recebem seu pagamento e acompanham a pobre criatura até a porta, desejando-lhe um “bom dia”. Mas como ter um bom dia depois de previsões tão terríveis??? Bem, isto já não é problema da vidente... Talvez uma consulta com o psicólogo dê jeito.
Quem leu o clássico O Pequeno Príncipe sabe das responsabilidades que assumimos por todas as coisas que influenciamos, participamos, criamos... Mas isso não está somente neste livro infantil, também está(apesar de se apresentar com outra roupagem)na Lei do Karma, e até na antiquada formulação Newtoniana “ a toda ação corresponde uma reação....” As pessoas dão tanto valor à adivinhação e não percebem que o mais complicado é orientar o consulente, diante da realidade que se apresenta para ele naquele instante.

Percebo o nível de segurança interior de uma pessoa de acordo com a sua postura ao se deparar com um baralho de Tarot. Para alguns, criar uma relação de confiança e credibilidade depende basicamente de “acertar” problemas chave logo no início do jogo; para outros, o silêncio sepulcral se perpetua até a última virada de carta, como se a dúvida ainda pairasse no ar até o momento de ir embora... Nas primeiras vezes em que joguei, me entusiasmava tanto quanto o consulente a cada confirmação sorridente – “é isto mesmo, é isto mesmo!” Hoje em dia, me questiono se não seria mais produtivo pularmos essa parte dos “efeitos especiais” e partirmos para a tomada de consciência, que é o fator fundamental para que cada um de nós possa reconhecer, avaliar e resolver os nossos problemas.

5 – Outro alerta: tarólogos que estão constantemente puxando a pessoa para novas consultas não estão tendo a ética como princípio profissional. O jogo não pode ser uma muleta... A pessoa deve saber tomar decisões, senão com o passar dos anos ela não saberá escolher um filme para assistir no final de semana sem consultar a sua taróloga particular. Não podemos nos transformar em personal training do misticismo, acompanhando os consulentes diariamente, em cada passo que dão. Ao contrário, temos que, dentro do possível, transformá-los em seres livres, que sabem fazer as suas próprias opções e que buscam o tarot para ampliar o auto-conhecimento e para darem atenção a determinada oportunidade que está para surgir, mas que ainda não tinha sido percebida pela sua mente consciente. Quem se consulta com um tarólogo mais do que uma vez por mês está precisando ir a uma clínica de desintoxicação mística urgentemente! Abrir um jogo a cada dois ou três meses é mais do que suficiente para se manter atento a todas as situações novas ou desconhecidas da vida que possam surgir, uma freqüência maior do que esta eu considero desaconselhável, pois ao invés de trazer equilíbrio, tende a gerar uma inquietação ainda maior.

6 – Se você é do tipo que vive trocando de tarólogo, sinto lhe informar: a sua vida é esta mesma e não será mudando de tarólogo que você conseguirá mudá-la... Ao contrário, sua tendência é encontrar um embusteiro profissional que lhe diga todas as coisas lindas que deseja ouvir e que não adiantarão de nada para a resolução dos seus problemas, a percepção do seu EU interno, a dissolução de seus bloqueios... É fácil falar o que as pessoas querem ouvir, o difícil é mostrar aquilo que elas tanto tentam esconder de uma forma suave, carinhosa, com cumplicidade, para que ela não se sinta julgada, ameaçada ou condenada.

Dicas para ser um bom consulente

Em primeiro lugar procure um bom profissional e para isso deve-se levar em conta indicações de pessoas de confiança, ao invés de cartazes coloridos e cinematográficos, propagandas de rua e serviços do tipo 0900. Se você faz o estilo “paciente buscador” siga o caminho mais correto: todos os dias antes de dormir, logo ao se deitar, relaxe, e visualize exatamente o tipo de profissional que você deseja encontrar. Ele possui alguma característica que lhe seja essencial? É um homem? Uma mulher? Como se apresenta a você? Tente “sentir” as imagens mais do que propriamente criá-las, elaborá-las. Se você estiver com o seu canal intuitivo aberto, tudo isto fluirá naturalmente. Esta é a semente de um futuro encontro, pois, como veremos mais adiante, a sincronicidade é uma realidade no nosso dia a dia.

Bem... Nem todas as pessoas são tão pacientes ou vivem momentos zen na sua vida diária. Aliás, grande parte das pessoas que procuram um tarólogo o fazem no momento de stress... De qualquer forma, mesmo precisando passar por um “processo de garimpagem instantâneo” é bom manter os olhos bem abertos... Aliás, os olhos nem precisam ficar tão alertas, para variar, ligue outros pontos de sensibilidade durante o primeiro encontro com o seu futuro consultor, deixe a sua percepção oculta, a sua intuição sentir, reagir diante deste encontro. Sentiu arrepios? Ficou mais alegre ou mais triste depois do encontro? Teve uma sensação de esgotamento energético? Saiu alimentado, esperançoso? Saiu como entrou? Anote tudo isso... Achar um bom tarólogo é algo muito menos técnico e muito mais “químico”, e depende muito mais da interação entre consultor/consulente do que do valor intrínseco de cada um...

Depois que você já conheceu o tarólogo e avaliou a sua competência profissional e ética, chegou a vez de observar a sua sensibilidade... Este é um aspecto importante levando-se em conta que na maioria das vezes em que se procura este tipo de serviço, a pessoa está fragilizada e envolvida com alguma delicada situação emocional. Passando por esta avaliação completa, o consulente deve se entregar ao momento de consulta. Deixando fluir livremente a sua energia, será possível obter uma consulta mais precisa e respostas mais completas.

Alguns pequenos detalhes também devem ser observados e podem contribuir muito para o trabalho do tarólogo:

1 – Antes da consulta, reflita em relação a sua vida e às questões que estão envidenciadas naquele momento.

2 – Evite fazer isto em meio à correria do trabalho ou de outras atividades diárias... Você deve estar voltado para aquele momento de auto-conhecimento, concentração é fundamental...

3 – Ao sentar-se para o início da consulta, mantenha pés e mãos descruzados para que a energia possa fluir mais livremente por todo o seu corpo.

4 – Algumas escolas iniciáticas afirmam que a mão esquerda é a mão da intuição e com ela devemos “escolher” as cartas para montar um jogo... Eu acredito que esta é uma questão individual. Eu prefiro escolher com a mão esquerda por pura questão de hábito, no entanto, já presenciei formas variadas de escolher cartas que não influenciaram o resultado final do jogo. A intenção é tudo e ela irá definir o jogo muito mais do que as mãos físicas do consulente.

5 – Se você precisa que o tarólogo faça um jogo de abertura antes de lhe contar quais as questões fundamentais pelas quais está passando, tudo bem... Mas não torture-o demais... Logo depois do jogo de abertura, comece a fazer perguntas mais diretas e mesmo que não queira explicar o que está acontecendo, pelo menos defina o assunto. Assim o tarólogo poderá abrir um jogo específico para a “vida amorosa” outro para “oportunidades profissionais”. Quanto mais claras forem as perguntas, mais claras serão as respostas.

6- Durante muito tempo fui resistente aos jogos feitos à distância: por telefone, por e-mail, MSN e afins. Precisei testá-los diversas vezes com pessoas da família e amigas próximas até aprovar sua eficácia. Percebi que a energia flui não importando onde se esteja (sim, espaço e tempo são relativos!) e a conexão com o que chamo de egrégora do Tarot é algo tão harmonioso, que muitas vezes fazendo o jogo sem a presença da pessoa, ou seja, estando mais à vontade, relaxada, dentro de casa, sem precisar ter uma determinada postura mais sociável, a intuição flui de forma mais profunda e ampla. Os resultados têm sido muito bons e hoje já não tenho mais o antigo preconceito em relação ao jogo à distância. Mas, ainda assim, continua a dica: atenção na hora de escolher o tarólogo, procure “conversar” antes, troque mails, esclareça todas as suas dúvidas, “sinta” a sua energia para somente depois disso marcar a sua consulta.

10 comentários:

Nancy Passos disse...

Claudia !!

parabêns pelo artigo, muito pertinente, esclarecedor e diria que de UTILIDADE PÚBLICA praticamente rs... com sua maneira tão 'deliciosa' de escrever, com humor na dose certa !!!

Por favor, aguardamos os lançamento dos livros, dvd's e cd's etc.. então vamos lá, lojinha Via Tarot on line rsrs....

Beijinhos !

Cláudia Mello disse...

Oi, Nancy!
Menina, tenho dois livros, um sobre Tarot e outro sobre o que eu chamaria de caminho mágico feminino, que estão empacados há anos! O de tarot tem uns 70% de textos já prontos, mas falta arrumar muita coisa e organizar, fazer o entrelaçamento, a costura de todos os textos. O outro tá mais cru, talvez uns 40% de conteúdo já pronto. Não sei como fazer, toda vez que penso neles fico angustiada. Gostaria muito de ter um click e saber como fazer a coisa fluir... Vamos ver...vamos ver...
beijos!

Madalena disse...

Querida Cláudia, compartilho do seu sentimento de "escritora não publicada"... tb tenho algumas coisas em casa que insistem em permanecer na gaveta. É um tal de começar, continuar (com entusiasmo até), mas nunca saber como terminar... será que é mal de jornalista isso? ;)
Se quiser trocar figurinhas, tamos às ordens!
Beijos,
Ju

Nancy Passos disse...

Claudinha e Madalena !!!

vamos cuidar de fazer essas crianças nascerem rsrs....

Beijos,
Nancy (hoje a fotinha vem do jardim de mamãe, vejam só os olhos de boneca anunciando a primavera)

Cláudia Mello disse...

Oi Ju!

Já pensei nisso... conseguimos sempre costurar tão bem as idéias dos outros, mas na hora de fazer o mesmo com as nossas... mas que coisa!rs Talvez tenha aí um pouco de medo de não fazer a coisa "tão profissionalmente" quanto fazemos na hora de uma matéria ou, pior ainda, estejamos acostumadas a nos esconder por trás de um entrevistado.(já pensou nisso?)
Sempre que falo sobre isso lembro do que li, sobre a forma de escrever um livro de uma autora, que de repente viu seus manuscritos todos espalhados pelo chão do escritório e ficou desesperada: como colocar tudo em ordem novamente? Foi então que ela percebeu, intuitivamente, que conforme ia juntando as folhas de papel, elas iam se encaixando na sequência adequada para formatar o livro. Tô pensando seriamente em imprimir tudo e jogar pro alto no escritório lá de casa...hahahahaa!

beijoca

Nancy

Já criei prazos para mim mesma e nunca cumpri. Sinceramente, quero mudar isso, só não sei ainda como.

beijos

Nancy Passos disse...

Oi Claudia !!!

eu te entendo neste assunto de prazos rs...então vamos combinar quem descobrir primeiro como mudar isso avisa a outra rs....

Bjs

Madalena disse...

Adorei essa idéia, Cláudia! E gostei tb de pensar nesses jogos de esconde-esconde jornalístico. Isso nunca tinha me ocorrido... e vai ver tb que, por tanto nos preocuparmos em escrever "profissionalmente", depois fica mais difícil soltar as amarras e escrever sobre nós mesmas. Nesse sentido, o blog tem me ajudado bastante.
Se fizer a experiência de jogar os escritos pro alto (literalmente), depois me conte o resultado... :) já vi pessoas fazerem isso com as cartas de tarot. Vai que com o resto funciona tb!
(Aliás, seus escritos aqui no blog tb dariam um belo livro a respeito!)
Beijos,
Ju
PS - Os meus auto-prazos tb nunca funcionam, rs...

Cláudia Mello disse...

Ju
Só cheguei a essas suposições (porque nem conclusões não são...rs) depois de muita auto-observação! Um dia, quando eu jogar tudo pro alto, te conto o resultado...rsrsrs

Quanto ao Via Tarot virar um livro, sim, já pensamos cá, eu e meu sócio, sobre isso. Acredito que acabe acontecendo sim...

beijão

Nancy Passos disse...

Meninas !!!!

que a prosperidade deixe suas sementes por aqui...

Larissa disse...

Cacau,

Os jogos à distância que fiz com você foram na mosca. Um deles, sobre minha vida profissional, se desenvolveu ao longo de meses (quase um ano) na linha do que você me falou. Sobre os livros, minha dica, de quem teve o mesmo problema e resolveu: senta uma hora por dia e se dedique. Sem prazo, apenas isso: uma hora por dia.

Beijo!