A Imperatriz

domingo, 12 de maio de 2013

Bom dia! :-)

Não é deja vu não, galera, é a Imperatriz marcando presença novamente e, não por acaso, no Dia das Mães!

Isso me faz refletir bastante sobre a maternidade e tudo que a envolve. Costumo dizer que de todas as formas de amar que existem no mundo, o amor de mãe (claro, no caso das mães que são, de fato, mães e não somente parideiras) é, certamente, o mais profundo, amplo, generoso e dedicado. Está acima e além dos vínculos de sangue, já que ele acontece nos casos de filhos adotivos, e é envolto em profunda magia... Coisas que só quem é mãe entende e vivencia.

Sobre isso, tenho duas historinhas familiares para contar. A primeira, e foi a que me despertou muito cedo para esta "habilidade materna", aconteceu quando eu era criança, tinha oito anos de idade, e estava conversando com a minha mãe, na cozinha, e de repente, sem razão alguma, ela parou de falar e correu para o quarto. Meu irmão, tinha um ano e pouco e estava brincando dentro do cercadinho. Pois bem, havia uma boneca que ficava em cima da minha cama e ele, se esticando conseguiu alcançá-la, tirou de dentro dela um tipo de apito (que fazia ela fazer um barulhinho) e colocou na boca. Foi só o tempo da minha mãe tirar o apito de dentro da sua boca, antes que ele o engulisse. Eu fiquei chocada! Como ela sabia que ele estava "correndo aquele risco"? Não sei... Nem ela conseguia entender, de forma racional. Mas o tal instinto materno havia salvado a vida do meu irmão.

Muitos anos mais tarde, quando eu era adolescente, me lembro de voltar da escola, colocar a chave na porta, entrar e minha mãe gritar lá de longe: "o que aconteceu?" Ela dizia que quando eu não estava bem, abria a porta e entrava de um determinado jeito, que ela detectava. Coisa de mãe...

A segunda historinha aconteceu comigo e meu filho. Certo dia, senti uma angústia estranha... Meu filho devia ter uns 17 anos, tinha ido morar com o pai, em outra cidade. Corri para o telefone e liguei para o celular dele. Mal ele atendeu, eu perguntei: "o que houve?" Ele ficou alguns segundos em silêncio e depois falou "credo, mãe! Como você sabe???" rsrsrs Ele havia tido uma discussão com o pai e estava muito chateado. Outras vezes isso aconteceu e eu, de alguma forma inexplicável, sabia quando se tratava de simples preocupação de mãe, fantasiosa, e quando algo realmente o estava perturbando.

Não existe distância que desconecte uma mãe de seu filho. E, na verdade, nem existe distância, porque continuamos carregando nossos filhos conosco, amorosamente, até o fim de nossos dias. Ficamos felizes com a felicidade deles, ficamos tristes com a tristeza deles. E sempre estamos dispostas a apoiá-los, alimentá-los, mesmo que eles tenham 20, 30, 50, 60 anos! Vi isso de uma forma muito impressionante com minha avó paterna, uma fortaleza e uma mãe dedicada até seus últimos dias.

Sempre que meu filho toma uma decisão importante e vem perguntar minha opinião, a primeira coisa que eu pergunto é: "isso te faz feliz?" Porque isso é o mais importante pra mim.

Depois que nos tornamos mães, conseguimos compreender com todas as células do nosso corpo, que não somos a pessoa mais importante do mundo para nós mesmas, esse lugar é ocupado por nossos filhos. E ainda assim, devemos ser desapegadas o suficiente para deixá-los caminhar.

A postagem de hoje é dedicada a todas as mães que enfrentam os desafios e vivenciam as alegrias da maternidade. E a nossa reflexão é sobre a capacidade que devemos ter de trazer um ser ao mundo, para que ele seja pleno, livre e feliz.

Falando assim, parece que é tudo lindo e fácil o tempo todo, né? Mas não é não...rsrsrs Mas ainda assim, é gratificante e é único! Pensando nisso, deixo aqui duas dicas de filmes que eu amo e que falam de relações difíceis entre mães e filhas. Eles mostram aquilo que eu já descobri há tempos: 1) sim, a gente erra, aliás, muito! rs 2) o fato de sermos mães não elimina todas as nossas inseguranças 3) temos que lidar também com os nossos próprios problemas (e eles são vários! rs) 4) nada disso faz com que a gente deixe de amar profundamente nossos filhos. :-)

Um ótimo domingo para todos nós! E parabéns a todas as mães!

A imagem veio daqui




3 comentários:

Claudia Halley disse...

Com certeza não é por acaso ;)
Bem legal isso!
bjs

Anônimo disse...

Eu sempre achei legal quando você fala do seu filho.
Me faz lembrar que a gente tem a mesma idade e somos de Capricórnio. xD

Aproveitem o Dia das Mães! =)

lilith disse...

Feliz dia das mães, Cacau! Feliz dia das mães para toda essa abençoada egrégora do Via Tarot!

Amei a Imperatriz, de novo!
_/\_

Beijos,
Lilian