Ás de Espadas

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Bom dia! :-)

Vamos continuar falando de estatísticas? Acabo de descobrir que esta é a segunda vez que o Ás de Espadas aparece por aqui neste ano. Isso é muito pouco em termos de probabilidades! Então, vamos pensar na energia que não vibramos?

Vou começar falando do ano de 2013, de um modo geral, baseada na minha experiência pessoal, na experiências dos meus clientes, amigos e conhecidos da internet. Até o mês de agosto tudo parecia ir de forma tranquila. A partir daí a sensação é que um trator passou por cima da gente! rs

Posso enumerar coisas como: mudanças de vida, pessoais, espirituais, transformações, sustos, fatos inéditos, inesperados, desafios, coisas que precisavam acontecer e simplesmente emperraram ou outras que saíram correndo desembestadamente e a gente atrás, em desespero.

Resumo da ópera: não foi fácil! Não está sendo fácil! Outro dia brinquei com amigos, dizendo "madame Cacau avisa que a partir de dezembro vai dar uma média sossegada, alívio mesmo em janeiro e fevereiro" rs. Mas a verdade, minha gente, é que, sem querer apavorar ninguém, molezinha, molezinha mesmo, não sei se volta a ficar. Estes são tempos de resoluções de muitas coisas! Acho engraçado que em dezembro do ano passado teve gente decepcionada, falando que não aconteceu o final do mundo... Só pra quem não tem olhos pra enxergar! O mundo, tal qual o conhecemos, vem se despedaçando já há alguns anos... E apesar de todos os desafios que isso tem representado, isso é bom! O ser humano precisa de uma chacoalhada para acordar. O que vai definir como vamos administrar tudo isso é a forma de nos trabalhar internamente.

A minha geração vem acompanhando a aceleração do tempo. Talvez sejamos a geração que mais percebeu isso! Quando eu era bem pequena, a TV era em preto e branco; computador era um armário enorme nas salas da NASA que aparecia no seriado Jeannie é um gênio; telefone era um negócio que ficava fixo em casa e era comprado e depois vendido a alto custo e para falar com os parentes e amigos que moravam longe, só fazendo interurbano no domingo e falando rapidinho, senão tinha que fazer hora extra no trabalho para pagar a conta no final do mês.

Em compensação, um homem conseguia sustentar a sua família decentemente, a mulher não precisava trabalhar fora... e olha que a família tinha dois ou três filhos! Mas também não havia desperdício, nada de um monte de roupas e sapatos, nada ficar pendurado no telefone, ganhávamos coisas em datas certas: Natal, aniversário, dia das crianças e Páscoa. Pronto acabou! Nada de ficar pedindo coisas o tempo todo...

Tem horas em que me sinto uma alienígena quando lembro de tudo isso! Porque, por outro lado, também fui uma das primeiras pessoas que conheço que trabalhou com computador, em 1991. Então, quando olhamos para este mundo de hoje, com o tempo acelerado, tudo-muito, consumismo louco, tecnologias espantosas, muitas vezes me pergunto: o que deu errado no meio do caminho? Porque algo deu errado, senão estaríamos todos realizados, felizes, calmos, equilibrados. E o que vejo o tempo todo é uma incrível dificuldade de conseguir uma estabilidade financeira razoável, pessoas adoecendo (no corpo, na mente ou nas emoções) e um grande sentimento de insatisfação, de vazio, prova disso são os números alarmantes de depressão e ansiedade atingindo todas as classes sociais.

Agora vou puxar esta linha longa que estiquei aqui e retornar ao início da conversa.

Se ontem abrimos um ciclo de Temperança, que fala de alquimia, cura, calma, harmonia e percebemos que esse Arcano não apareceu por aqui tantas vezes e hoje temos o Ás de Espadas, que fala de poder, poder de decisão, poder sobre si, e que menos ainda apareceu, concluímos que estamos precisando vibrar mais essas duas coisas, certo? E o desafio maior: vibrar isso dentro de um contexto de desequilíbrio que é este mundo em que vivemos atualmente, em que o tempo corre, o dinheiro desaparece, as exigências materiais são cada vez maiores, as relações humanas estão cada vez mais enlouquecidas e o vazio interior é devastador.

Por favor, não pensem que fui abduzida e clonada e aqui tem uma outra Cláudia que é pessimista e apocalíptica. Não mesmo! Sou eu mesma gente! :-) Mas acho que precisamos ter essa visão clara do mundo em que vivemos, das atitudes que tomamos todos os dias, do que achamos realmente necessário para as nossas vidas. O que queremos, afinal? Precisamos fazer escolhas... Escolhas responsáveis em termos materiais, sim! Mas também escolhas sábias, que estejam em harmonia com o nosso coração, com o propósito que nos trouxe aqui nesta vida.

O Ás de Espadas fala desta postura de empoderamento (palavrinha da moda) que precisamos ter. De assumir a nós mesmos, como seres viventes neste mundo, mas que não precisam abaixar a cabeça para o sistema e a estrutura de vida que nos é oferecida. Cada vez mais eu tenho certeza de que criamos o nosso mundo e que mesmo que o entorno não seja legal, nós passamos a vibrar em uma energia harmônica tal que vamos seguindo uma trilha invisível, somos encaminhados para lugares, pessoas e situações igualmente harmônicas.

Se pensarmos em mudar "lá fora", fica difícil! Ensinar os políticos a não roubarem, os empresários a não quererem ganhar dinheiro a custa da saúde e qualidade de vida da população, o povo a não ser submisso e se vender por celulares e TVs de plasma... Isso é bem difícil! Não que a mudança interior seja fácil... Não é! Exige disciplina, perseverança, flexibilidade, coragem... Mas por ela cada um é responsável e poderá colher bons frutos através da transformação da sua vida.

Meu convite especial de hoje é para olharmos para dentro e sentirmos quais são os nossos poderes. E quais decisões gostaríamos de tomar, mas não tomamos por medo. Medo de que? E por que? Se conseguirmos responder esses questionamentos, já estaremos dando os primeiros passos para nossa transformação. E a transformação do nosso mundo.

Ótima quinta para todos nós! :-)

A imagem veio daqui

7 comentários:

Ann disse...

E a borboleta dessa imagem linda com certeza não é coincidência, né Cláudia?
Sua postagem hoje está me fazendo pensar muito. Você explicou muito bem um pouquinho do que eu venho sentindo esses dias, mas não sabia explicar. Obrigada.

lilith disse...

Bom dia, Via!

Querida Cacau, você foi brilhante. Me senti muito identificada com cada linha do seu maravilhoso texto. E sim, as coisas começaram a empacar exatamente a partir de agosto, sem muita explicação a vida foi travando... devagar mas insistentemente. Ando desde então me perguntando o que aconteceu, o que está acontecendo ainda. E, fora o céu particular de cada um, parece ter tudo a ver sim com acreditar no próprio poder. Nos últimos dias especialmente tenho pensado bastante nisso. Onde foi que se partiu o varal de todas as coisas que eu acreditava e sempre estiveram ao meu alcance? Todas aquelas coisas que não são visíveis mas a gente sabe que estão ali? Será que tem jeito de emendar? E, mais do que isso, o que foi que fez a gente parar de acreditar? Porque enquanto acreditamos, as coisas ganham vida, se manifestam, acontecem. Existe uma linda corrente de sincronicidades e ela deveria continuar fluindo. Por que parou? O que quebrou dentro de tantos poderosos corações ao mesmo tempo? Que possamos encontrar, cada um dentro do seu depósito interno bagunçado pela correria da vida, aquele pequeno tesouro que espera por regeneração. Assim, quando cada ponto de luz acender dentro, a magia estará pronta para fluir outra vez. Somos todos um.

Amo vocês, sou grata!

Beijo,
Lilian

Aldo Luiz Fonseca disse...

Claudinha, (desculapaaíFernandão!) cada dia mais sensacional! Te (vos)amo,e sou gratíssimo.

del carvalho disse...

muito ,muito grata pela postagem, é parece a minha vida estou a fazer o que sei para vibrar harmónicamente,engraçado que é verdade o que será que deu errado?Qual a estrada que deviamos ter toado e não tomamos?mias uma vez sou muito grata pelo blogue ,pelo hoponopono,e por tudo o resto que o teu brilho se continue a intensificar grande bj

Fernando Augusto disse...

Sinto a mente afiada como o fio de uma navalha, um poder mental capaz de cortar todas as minhas ilusões, uma honestidade a toda prova comigo mesmo e uma aceitação da minha própria verdade. O maior poder da mente é não mentir para si mesma, é tornar-se um espelho limpo e claro que reflete o real a partir do silêncio que confere uma agudeza ímpar da percepção.

Athena tocou a nossa fronte e abençoou a nossa mente.

Mercúrio entrou em Sagitário e gerou uma ampliação da percepção aumentando a dimetiltriptamina em nossa pineal.

A flecha da mente foi disparada para o infinito e nossos limites se romperam sob esta expansão da consciência, visão além dos alcance, vistas largas para perceber a eternidade logo ali, bem ali.

Não queremos mais aceitar as manipulações que querem nos impor.

Vemos todos os códigos da matrix e dizemos:

- Há uma diferença entre conhecer o caminho e percorrer o caminho.

Nos tornamos samurais?

Fizemos de nossas mentes uma espada?

Não vim a Terra trazer paz, antes espada, disse o mestre Jeshua Ben Pandira.

Cortemos as nossas ilusões, daí brota naturalmente a verdade da mente.

E que verdade é esta?

A verdade simples de que precisamos nos apossar de nossa própria mente, empunhar a espada e sermos capazes de pensar por nós próprios para além de toda esta manipulação que o sistema deseja nos impor. Precisamos deixar de ser escravos deste sistema. A flecha de Sagitário dispara na direção da liberdade com as asas de Mercúrio.

O poder da ilusão do sistema é incrível, é um aparato tecnológico em vários campos para manter a mente humana adormecida.

Bastaria desligarmos a TV, deixar de votar e boicotarmos os grandes bancos para fazer este sistema colapsar sem empunhar uma arma, se não esta: a nossa mente, a nossa inteligência e a nossa consciência.

F.A.

O Credo dos samurais

Eu não tenho parentes,
Faço do Céu e da Terra meus parentes;
Eu não tenho lareira,
Faço do Tan T’ien a minha lareira.
Eu não tenho poder divino,
Faço da honestidade a minha força;
Eu não tenho condutas,
Faço da humildade a minha forma de relacionamento;
Eu não tenho poderes mágicos,
Faço da minha força de espírito o meu poder mágico;
Eu não tenho nem vida nem morte,
Faço da eternidade a minha vida e a minha morte;
Eu não tenho corpo,
Faço da coragem meu corpo;
Eu não tenho olhos,
Faço do relâmpago os meus olhos;
Eu não tenho ouvidos,
Faço do meu bom senso os meus ouvidos;
Eu não tenho membros,
Faço da vivacidade e rapidez os meus membros;
Eu não tenho leis,
Faço da minha autodefesa a minha lei.
Eu não tenho estratégia,
Faço do correcto para matar e do correcto para restituir a vida a minha estratégia.
Eu não tenho ideias,
Faço do tomar a oportunidade de ante mão as minhas ideias;
Eu não tenho milagres,
Faço do respeito à verdadeira doutrina o meu milagre;
Eu não tenho princípios,
Faço da adaptabilidade a todas as coisas o meu princípio;
Eu não tenho tácticas,
Faço do vazio e da plenitude a minha táctica.
Eu não tenho talento,
Faço da minha astúcia o meu talento.
Eu não tenho amigos,
Faço do meu espírito meu amigo;
Eu não tenho inimigos,
Faço do descuido meu inimigo;
Eu não tenho armadura,
Faço da minha sinceridade e da minha rectidão a minha armadura;
Eu não tenho castelo fortificado para me defender,
Faço da minha sabedoria e da minha mente inamovível o meu castelo;
Eu não tenho espada,
Faço da minha calma e silêncio espiritual a minha espada.

Cacau Gonçalves disse...

Boa tarde, pessoas queridas!

Ufa! Consegui um tempinho durante o dia para passar aqui ler os comentários com calma e responder. Isso anda difícil...rs

Enfim, gratidão a todos que por aqui passam, leem os meus escritos e, principalmente, comentam. Pode parecer bobagem, mas ter este retorno é muito importante. Assim, eu consigo saber se minhas ideias encontram eco na mente, coração e vida de vcs.

Ann, não, a borboleta não é gratuita! :-) Ela é um animal associado ao elemento Ar e que dentro do xamanismo nos fala de transformações, leveza e liberdade. Pois bem, enquanto não assumirmos o nosso próprio poder e tomarmos nossas decisões (Ás de Espadas) não conseguimos vivenciar essas três coisas, concorda? ;-) Ah, a outra razão é que eu adoro borboletas mesmo...rsrsrs

Lilian,querida amiga, creio que este vem sendo um teste de paciência para nós. Porque as pessoas que mais tenho visto sentindo esse desequilíbrio a partir de agosto, são, justamente, as pessoas mais alinhadas com um despertar da consciência e um caminho espiritual. Ou seja, em tese, não era para elas estarem assim. E aí? Por que parou? Parou por que? rsrsrs

Aldo, meu querido, outro dia eu li um comentário seu que era todo elogios e passei o dia inteiro me programando para vir te agradecer e não deu! :-( Então, hoje, a gratidão é multiplicada por dois, tá? :-)

Oi, Del! Pois é... Tenho me perguntado isso. E quando penso nisso em termos pessoais, até consigo localizar alguns desvios que peguei e não devia. Mas em relação à humanidade, apesar de vermos bem claramente o que está errado, é complicado localizar o ponto exato do desvio e a razão. Mas se todos despertamos para isso neste momento, em busca do retorno ao caminho correto, ao "acertar o passo" do Ho'oponopono, creio que conseguimos. ;-)

Sócio amado, vamos em frente, né? Depois de tantos testes e desafios, estamos quase tirando nosso certificado de guerreiros confederados...rsrsrs

beijosss

Larissa disse...

Só para engrossar o caldo a respeito de agosto: o meu foi de mudanças radicais na vida, e também do início de algo que parecia que ia galopar e meio que empacou...