O Eremita

domingo, 27 de março de 2016

Bom dia! :-)

Antes de tudo, Feliz Páscoa, né? rs Há uns 30 anos não me considero mais católica, mas sempre gostei muito de algumas celebrações, sem falar nos ensinamentos de JC que servem não somente para cristãos, mas para toda pessoa de bom senso que pretende agir como um bom humano nesta terra de meu Deus. E Páscoa é renascimento! Páscoa sempre me faz sentir resgatando coisas que ficaram no passado para que haja alguma renovação. Na Páscoa, nos despimos do nosso antigo ego e aceitamos que somos seres em construção, capazes de nos transformar, reformar, transmutar para sermos algo melhor.

Ouço com muita frequência pessoas batendo no peito e dizendo coisas como "eu sou assim mesmo". É algo que costumo chamar de complexo de Gabriela (lembram da música?) "eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim". Não... Nós não somos assim... Ou isto aí não é o que somos. Provavelmente, "isto aí" é uma configuração com a qual nascemos, é o que nossos pais disseram que somos, é o que a sociedade exigiu que fossemos, é o que nossos companheiros e companheiras esperavam que fossemos... Quanto mais assumimos que somos capazes de mudar esta estrutura (ego) que chamamos de eu, mais teremos a capacidade de realizar isso concretamente.

Vocês estão entendendo porque eu gosto tanto da Páscoa?

Deus me livre de ser sempre a mesma coisa! Deus me livre de não poder mudar, me transformar, ser uma pessoa melhor! Eu brigo comigo mesma, muitas vezes, porque me considero uma pessoa entediantemente estável. E esta é uma guerra constante dentro de mim: amo transformação e mudança, mas preciso de segurança e estabilidade. Como faz? rs

Vamos aproveitar a carona da Páscoa para realizar este renascimento. Vamos aproveitar o Outono para deixar as folhas amarelas caírem. Vamos trabalhar o desapego ao que consideramos eu. E vamos abraçar este Eremita lindo, que não poderia sair em melhor hora, porque ele tem a lanterna, ele tem a luz que ilumina o caminho trilhado dentro de nós. Hoje, apesar de ser um dia de reunião com a família, é também um excelente dia para botar luz na nossa escuridão interior, para que possamos compreender os processos. Às vezes, morrer para o antigo eu e deixar o novo eu nascer pode ser difícil, até doloroso, mas é necessário... E como nascemos e morremos sozinhos, cá está o Eremita para nos lembrar disso.

Que o domingo de Páscoa seja de pleno renascimento!

A imagem veio daqui

Um comentário:

Aldo Luiz Fonseca disse...


O parto de si mesmo. Na paz da gratidão. O mais honroso e definitivo aqui nesta missão.

Mais flores de Ipês amarelos para você e os vocês que por aqui passam iluminando o jardim...