Bom dia! :-)
Sim, vocês estão enxergando direitinho... É a Força que veio nos brindar com a sua presença novamente. Hoje, me dei ao direito de postar uma imagem que é meio um auto retrato. A mocinha com cabelos revoltos me representa muito bem. :-)
Reparem que as flores vermelhas estão novamente presentes, mas desta vez ao invés de rosas temos algo que mais se parece com hibiscos. Flores e mulheres são quase sinônimos!
Se ontem a Força passou por aqui, falando da importância de se lidar com diplomacia em relação a questões profissionais, hoje a diplomacia permanece (ela é sempre bem-vinda, pelo menos para as criaturas com Libra forte no mapa, como eu) mas o foco de análise é mais interior, no trabalho sobre si e no processo de autoconhecimento.
Há muitos anos que eu venho tendo esta conversa comigo mesma: o equilíbrio entre a intensidade, o que minha finada e querida avozinha chamava de "personalidade forte", e a harmonia, a capacidade de lidar com o gênio, especialmente no relacionamento com os outros. Eu consegui superar muitos desafios... Se aos 7 anos eu queria resolver tudo no grito, na marra, se aos 17 eu ainda me sentia a justiceira das galáxias, aos 27 eu ainda perdia o centro vez por outra... aos 37 isso foi acontecendo cada vez menos. Ok... No entanto, a sabedoria que os anos nos trazem foram me mostrando que para chegarmos ao ponto de equilíbrio, normalmente, vamos de um extremo ao outro. Então, percebi que saí de um extremo de independência, individualidade, gênio brabo, para um outro extremo de buscar sempre a conciliação, de calar em momentos que ninguém seria capaz de calar, e de até mesmo levar certos desafios ao limite (ou além dele), resultando em consequências não muito saudáveis para o corpo e para a alma.
A Força possui uma energia que pede o equilíbrio interior para que ela possa se manifestar fora, para que ela se manifeste como força real, concreta, para resolver questões de ordem prática. Equilíbrio é o caminho, sim. O caminho do meio, como já dizia Buda... Mas então não é possível calar sempre, aceitar sempre, se subjugar sempre. Não. Isso também é desequilíbrio.
Nos dias de hoje, ouvimos com frequência as pessoas falarem de autoestima e afirmarem que para que os outros nos amem precisamos nos amar, em primeiro lugar. Certo. Mas isso, assim, parece muito abstrato, pouco palpável em termos de atitude prática. A questão é: se nós sempre aceitamos, calamos, aceitamos as posturas dos outros, entendendo que temos a obrigação de sermos pacíficos, compreensivos, pacientes, generosos... chega um momento em que os outros começam a achar que isso é o normal, é a nossa obrigação e temos que continuar agindo assim, sem reagir.
A Força vem aqui hoje mostrar pra gente que a forma como nós agimos é nossa responsabilidade. E se aceitamos coisas inaceitáveis, novas situações inaceitáveis surgirão. E se não expressarmos o que queremos, então prevalecerá sempre o que os outros querem. Temos uma obrigação com a nossa própria essência espiritual de criar limites: o limite do que achamos justo, o limite do que acreditamos que merecemos receber da vida, dos outros, de nós mesmos.
Aceitar uma rotina que não desejamos, aceitar tratamento que não queremos, aceitar posturas alheias que julgamos injustas é uma forma de desrespeitar nosso Eu Divino. Nós não temos a obrigação de aceitar tudo que chega a nós de cabeça baixa e boca fechada. Ao contrário, devemos respeito ao nosso Eu Divino! Devemos respeito à divindade que existe dentro de nós e devemos compreender que se nós não fazemos isso, não serão os outros que farão, sem dúvida!
A Força é a mulher forte, é a mulher que reconhece em si o poder, mas age com brandura, com delicadeza, não impõe a sua forma de ser aos outros, mas espera ser respeitada, valorizada, nada menos que isso. E uma coisa muito importante a ser observada é: se você vê a divindade dentro de si, você consegue ver a divindade no outro. Se o outro não consegue ver a sua divindade, existe algo estranho acontecendo "lá dentro". Não devemos ter a ilusão de mostrar ao outro o que ele não consegue enxergar... Mas também não precisamos nos subjugar a sua cegueira.
Percebem como tudo que estou escrevendo pode ser analisado com muita tranquilidade? Sem conflitos, brigas, stress? Chegar a esse ponto, como disse a minha amiga Maryssol, demanda trabalho, anos e anos de trabalho interior. Eu me sinto uma vitoriosa! Olho para trás e vejo que há 10 anos o que seria capaz de me gerar taquicardia, desequilíbrio, hoje me causa uma leve tristeza e muita reflexão... Mas meu coração bate no mesmo compasso, minha mente permanece clara e equilibrada e minha alma, esta sim, possui uma leveza muito grande... De quem tem a certeza de que aprendeu, e muito, com a vida e que não precisa mais fazer drama, basta agir, basta fazer o que quer com o bom senso que os anos foram capazes de construir.
Um ótimo domingo de Força para todos nós! :-)